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Acostumados, comerciantes da Manaus Moderna não temem por enchente do rio Negro

Mesmo após a prefeitura de Manaus decretar situação de emergência na cidade, comerciantes da Manaus Moderna, Centro, não temem por fracassos nas vendas

Blocos de concreto fecham a rua dos Barés para o tráfego de veículos, no Centro

Blocos de concreto fecham a rua dos Barés para o tráfego de veículos, no Centro (Luiz Vasconcelos)

Os comerciantes da beira-rio da Manaus Moderna dizem que a cheia do rio Negro não prejudicará as vendas este ano. Os que têm experiência em conviver e trabalhar com a subida do rio garantem que as águas não irão invadir as ruas como em 2012, ano da cheia recorde. Apesar da tranquilidade dos comerciantes, o Prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), decretou, nesta segunda-feira (26), situação de Emergência na cidade.

Com isso a Prefeitura de Manaus reconhece legalmente a situação de anormalidade, provocada pelo fenômeno e amplia a possibilidade de adquirir recursos do Estado e da União, para amparar e socorrer moradores de áreas afetadas pela subida do rio. Ontem, também, a prefeitura interditou um trecho da rua dos Barés, bem no Centro de Manaus.

De acordo com o encarregado pelo serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, o nível do rio Negro subiu dezesseis centímetros nos últimos três dias, chegando a 29,19m ontem. “Nessa mesma data do ano de 2013, o rio estava com 29,12m, ou seja sete centímetros a mais. Faltam agora apenas 14 centímetros para atingir a cota máxima do ano passado, que foi de 29,33m, e deve continuar subindo até o início de julho” disse Valderino.

O gerente da distribuidora Disfruta, Charles Ribeiro Penha, 38, afirma que está tranquilo, apesar da queda nas vendas. O comercio fica na rua dos Barés, uma das mais afetadas pelas cheias. “É a mesma coisa há cinco anos. As vendas caíram aproximadamente 30% desde o início da cheia, mas é uma queda dentro do que nós estávamos esperando. Pela minha experiência, o rio vai logo baixar”, disse.

Dono de um restaurante que serve refeições a muitos trabalhadores da área, Liz Lima, 66, disse que a queda nas vendas está bem menor que ano passado. “A maior quantidade dos nossos clientes está aqui perto e eles sabem que nessa data sempre tem esse problema, a água já chegou aqui , mas sem problemas , acho que meus clientes já acostumaram com o cheiro”, disse.

Na rua Barão de São Domingos, a comerciante Irene Gomes Monteiro, 40, também afirma que o maior susto já passou. “Quando a cheia começa, a gente nunca sabe como ela será, mas esse ano sei que ela vai vir calma. Minhas vendas, pelo menos, não caíram tanto e seguem com uma média estável, sem quedas bruscas e inesperadas”, disse.