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Cansados de esperar ação de poder público, moradores saem de área de risco em Manaus

Famílias que estão sofrendo com a enchente na capital resolveram agir antes da Defesa Civil municipal e do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus

A casa do motorista Luciano Silva, no beco Sao José, bairro Glória, foi invadida pela água e ele decidiu deixar o local

A casa do motorista Luciano Silva, no beco Sao José, bairro Glória, foi invadida pela água e ele decidiu deixar o local (J. Renato Queiroz)

Com as águas subindo cada vez mais rápido a cada dia, muitos moradores de bairros da orla de Manaus que estão sofrendo com a enchente resolveram não esperar a Defesa Civil municipal construir mais pontes ou o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) retirá-los dos locais e decidiram sair de suas casas, que foram invadidas pelas águas.

É o caso do motorista Luciano Silva, 38, morador do beco São José, bairro Glória, Zona Oeste, que passou o domingo fazendo a mudança de toda a família para outra casa no mesmo bairro. Segundo ele, ficar esperando a equipe do Prosamim retirar as pessoas pode colocar a família em risco. Diferente da maioria dos moradores, a casa dele é de alvenaria, com dois pisos, entretanto as águas já alcançaram o primeiro andar.

“O rio está subindo muito rápido e, apesar de terem dito que viriam nos tirar para levar para outro lugar, já tem água dentro de casa. Então resolvemos sair porque, além da sujeira, entra bichos e tudo é muito perigoso”, revelou, lembrando que o Prosamim já retirou muitas famílias , mas ainda faltam algumas.

Ainda de acordo com Silva, que mora no local há mais de 20 anos com outras seis pessoas, a enchente está maior do que em outros períodos. Na opinião dele, uma das causas é o aterramento que está sendo feito em várias partes da orla central da cidade, como no São Raimundo. “Como aterraram mais na frente, a água não tem para onde realizar a vazão e então começa a subir e encher muito por aqui. É muito complicada a situação ”, avaliou.

Sem opção

O pedreiro Fábio Santos, 32, disse que não sai de casa com a família, a esposa e dois filhos, porque não tem condições de pagar por outro local onde possa morar. Enquanto isso, fica esperando a equipe aparecer para retirá-los do local. “Vieram aqui e disseram que nos tirariam até o dia 25 e até agora nada. Se pudesse já teria ido embora”, garantiu.

Outra reclamação dos moradores é que a Defesa Civil parou de construir pontes. “Pararam de fazer as pontes. Tivemos que nos juntar e construir porque senão teríamos que andar dentro do rio, com risco de cair”, disse a dona de casa Ana Paula, Costa, 22, que mora com a filha de 2 anos, no Beco São José.

No beco Monteray, bairro Presidente Vargas, Sul, muitos moradores foram retirados e os que ficaram estão no aguardo. A dona de casa Suziely Soares de Oliveira é uma das que ainda aguarda a remoção.