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Após uma semana, mistério sobre coloração avermelhada de igarapé não é desvendado em Manaus

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) ainda não conseguiu identificar o que ‘coloriu’ o igarapé do Franco de vermelho. Instituto tem um ‘suspeito’

Águas do igarapé do Franco, na Zona Centro-Oeste, mudaram de cor na última semana, após serem poluídas por substância ainda não identificadas pelo Ipaam

Águas do igarapé do Franco, na Zona Centro-Oeste, mudaram de cor na última semana, após serem poluídas por substância ainda não identificadas pelo Ipaam (Euzivaldo Queiroz)

Passada uma semana após a poluição, por uma coloração avermelhada, do igarapé no Franco, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) ainda não conseguiu identificar qual o tipo de substância coloriu o igarapé, entretanto, o órgão suspeita de uma empresa que fica nas proximidades de onde ocorreu o fato. Desde então, o igarapé continua poluído, comprometendo a flora e fauna do local.

Uma denúncia anônima levou os fiscais do Ipaam a uma indústria de produtos de limpeza que poderia ser a possível responsável pelo dano ambiental. A empresa, segundo a denúncia, fica na rua E4, próximo ao conjunto Pro Morar, Alvorada, Zona Centro-Oeste.

A substância química tem causado sérios danos ao meio ambiente, onde peixes aparecem mortos e os jacarés continuam expostos ao produto. De acordo com informações da fiscal do Ipaam Brenda Leite, uma equipe voltou ao local após a denúncia e identificou a possível empresa causadora do despejo químico. Segundo ela, a empresa é de uma indústria de São Paulo e realiza, em Manaus, no bairro do Alvorada, o envasamento de produtos de limpeza.

O órgão identificou que a empresa não possui licença ambiental para funcionar e foi notificada, autuada e embargada. A empresa terá 30 dias para se regularizar. A notificação foi de R$ 30 mil e o embargo foi para que ela não realize procedimento até a regularização ambiental, motivo pelo qual foi notificada. “A atividade é passível de licenciamento. Não podemos afirmar que essa é a empresa responsável, mas ela é a nossa única suspeita, estamos aguardando novas denúncias para que nos ajude a solucionar o problema”, destacou a fiscal.

O nome da empresa autuada e embargada não foi divulgado pelo Ipaam. O motivo, segundo o instituto, é para não atrapalhar as estratégias de investigação. Para a fiscal Brenda, se a empresa for mesmo a fonte causadora da poluição, o impacto ambiental deverá diminuir com a paralisação das atividades, caso contrário, poderá ser outra fonte de poluição.

O igarapé do Franco amanheceu poluído no dia 27 de maio com um tingimento de coloração vermelha, causando susto e preocupação aos moradores. A poluição tem sua origem numa tubulação que deságua no igarapé, na rua E14, no Alvorada, atravessa o bairro Nova Esperança e finaliza no Dom Pedro. A empresa suspeita tem um prazo de 30 dias para a regularização ambiental da atividade produtiva junto ao Ipaam.

Ipaam espera por análise da água

O Ipaam contratou uma empresa fazer análise do produto químico coletado da água do igarapé do Franco. O resultado da análise deve ficar pronto na próxima semana.

De acordo com a fiscal Brenda Leite, os técnicos do órgão estão com a ficha técnica dos produtos químicos da empresa suspeita para serem comparados com as substâncias que serão analisadas e identificadas pelo Laboratório contratado.

“A comparação das substâncias descritas na ficha técnica e da análise é que nos vai dizer se essa empresa é mesmo a responsável”, ressaltou a fiscal, ao acrescentar que a suspensão das atividades vai servir como avaliação.