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Lago conhecido como ‘Piscinão de Ramos’ sofre com a poluição, em Manaus

Segundo moradores do Parque São Pedro, na Zona Centro-Oeste, o poder público contribuiu para a poluição do ex-piscinão

Escadas foram construídas para despejar águas pluviais, mas também levam para dentro do ‘Piscinão de Ramos’ lixo doméstico e, principalmente, garrafas pet

Escadas foram construídas para despejar águas pluviais, mas também levam para dentro do ‘Piscinão de Ramos’ lixo doméstico e, principalmente, garrafas pet (Evandro Seixas )

Moradores do Parque São Pedro, na Zona Centro-Oeste, reclamam que o poder público contribuiu para a poluição no lago conhecido como “Piscinão de Ramos” ao direcionar para o local a estrutura de esgoto de águas pluviais de todo o bairro.

Quatro estruturas de concreto em forma de escadas com grandes degraus jogam as águas das ruas do bairro dentro do lago que fica na área central do Parque São Pedro.

O problema, segundo o comerciante Ademar Brito, 40 anos, é que junto com a água da chuva cai no lago uma quantidade grande de lixo. “É um absurdo ver a queda d’água que se forma quando chove forte. Traz de tudo, especialmente muita garrafa pet. Mas traz também outras coisas que poluem essa água”, declarou.

A artesã Aline Melisa, 25, afirmou que há 14 anos, quando a invasão do terreno pertencente ao falecido empresário Carlinhos da Carbras, iniciou, era possível fazer do espaço uma área de lazer. “A gente tomava banho aqui sem medo. Agora, não corro esse risco”, disse.

No entanto, aos finais de semana é possível encontrar crianças tomando banho no lago e pessoas pescando peixes como tilápias e tucunarés. Ademar Brito disse que no lago também tem tartarugas. O lago, antes da invasão era um criadouro de tartarugas e peixes do antigo dono do terreno.

Ademar disse que defende a preservação do lago porque é um patrimônio dos moradores. Ele tem um comércio às margens do lago e diz que pretende fazer no local uma piscina com água com cloro para tornar o espaço um balneário. “Se esse lago só feder, não vai ter quem fique aqui”, disse.

Por isso, quase que diariamente Ademar e outras pessoas que trabalham com ele retiram o lixo trazido pela chuva. As garrafas pets e demais entulhos são queimados à beira do lago.

“Não fosse esse serviço que faço, por minha conta, esse lago estaria pior. Coberto de garrafas pets. Você imagina o que é 10 anos jogando lixo direto aqui dentro?”, questionou o morador.

Para Ademar, no local há nascentes de igarapés. “Como um lago ia sobreviver com todo esse tempo jogando lixo e lixo se fosse só um lago. Isso já tinha virado um, esgoto só. Enquanto Rio de Janeiro e São Paulo estão brigando por água, aqui em Manaus se mata os lagos”, declarou.

A CRÍTICA entrou em contato com a Secretaria municipal de Meio Ambiente (Semmas) na quinta-feira e sexta-feira, mas não obteve resposta sobre a questão.