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Moradores denunciam poluição que deixou águas de igarapé coloridas e com odor, em Manaus

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas informou que o Igarapé dos Franceses, localizado no conjunto Duque de Caxias, bairro Flores, Zona Centro-Oeste, está sendo monitorado. Moradores estão assustados

Moradores se assustaram quando se depararam com a cor laranja e o odor

Moradores se assustaram quando se depararam com a cor laranja e o odor (Clóvis Miranda)

Moradores do conjunto Duque de Caxias, bairro Flores, Zona Centro-Oeste, estão assustados com a coloração amarelada e o forte odor de produto químico, que está apresentando o Igarapé dos Franceses, mais precisamente no trecho que passa pelo conjunto.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que está monitorando a área desde o dia 8 de maio, data em que recebeu a denúncia sobre a coloração alterada do Igarapé dos Franceses. Entretanto, apesar das inúmeras vistorias no local, ainda não foi possível identificar a fonte poluidora do lugar.

O instituto também informou que se trata de uma substância que não está sendo arrastada pela chuva. Ainda conforme a nota da assessoria, várias possibilidades estão sendo avaliadas, como a perfuração de algum poço nas proximidades, descarte de limpa fossa e lançamento de produtos químicos de empresas próximas ou mesmo algo trazido de outros locais da cidade.

O IPAAM afirmou que vai continuar o processo de investigação para descobrir, com a ajuda da comunidade, a causa da poluição, como vem fazendo desde a primeira denúncia.

Suspeita

Alguns moradores do conjunto Duque de Caxias apontaram a Brasfrut Distribuidora, empresa que distribui polpas de frutas e que fica localizada nas proximidades do igarapé, como a culpada pela poluição.

Entretanto, segundo informações do gerente da empresa, Francisco Pádua, a direção descarta a possibilidade da Distribuidora estar envolvida na poluição do igarapé. Segundo ele, não existe produção de polpas no lugar, a Brasfrut apenas distribui os produtos. “Aqui funciona apenas um depósito, com câmara frigorífica, que armazena as polpas que vem da Bahia”, esclareceu o gerente.

De acordo com Pádua, a empresa funciona no local há 11 anos e nunca teve problemas, com descarte das polpas. “Todos os produtos entram e saem dentro de caixas. Nada é jogado fora”, assegurou.

Mata ciliar já foi desmatada

O igarapé dos Franceses já apresentou problemas em outras situações. Na mais recente delas, uma parte de sua mata ciliar foi derrubada para a construção de um estacionamento para contêineres da empresa Intec Instalações Técnicas de Engenharia.

Apesar da obra ser licenciada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e ter uma placa da informando que o impacto do empreendimento é classificado de médio porte, moradores das proximidades temem que o leito do igarapé, que passa ao lado do terreno, possa ser prejudicado.

Conforme a Semmas a empresa foi licenciada, porém precisa manter o desmatamento longe da margem do igarapé. A legislação ambiental brasileira determina que sejam preservados 30 metros a partir da cota mais alta, mas o desmatamento foi além da metragem permitida.