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Pesquisa entomológica mostra que até bichos fogem de ambientes poluídos

Ao falar sobre saúde e preservação do meio ambiente, mestre em entomologia da Fundação Oswaldo Cruz, Antônio Marques, diz ser necessário realizar pesquisas com o objetivo de reunir informações para que o meio ambiente seja preservado

Especialista na ciência que estuda os insetos, Antonio Marques diz que a presença ou ausência dos bichos em determinadas áreas atesta níveis de poluição

Especialista na ciência que estuda os insetos, Antonio Marques diz que a presença ou ausência dos bichos em determinadas áreas atesta níveis de poluição (Antonio Menezes)

O ser humano pode aprender com os insetos não apenas a livrar-se dos males trazidos pelo contato entre os dois. É por meio de ordens como o Trichoptera, que só ocorrem em locais onde não há poluição, que o pesquisador pode identificar um local onde há preservação ambiental, explicou o pesquisador Antônio Marques, 25, mestre em entomologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ao falar sobre a relação saúde e preservação do meio ambiente, Marques diz ser necessário, cada vez mais, realizar pesquisas com o objetivo de reunir informações para que o meio ambiente seja preservado, já que isso é importante para o homem.

Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e mestre pela Fiocruz, a partir dos estudos com a parasitologia, Marques entrou em contato com as doenças e interessou-se em estudá-las. “Insetos imaturos dessa ordem ocorrem somente em locais onde não tem poluição, pois eles necessitam dos ambientes não poluídos para completar seu ciclo de vida”, afirmou o pesquisador, apontando vários estudos mais amplos de ambientes não poluídos com a identificação ou não dos insetos.

Vetores de doenças como a malária, que é o anofelino, e a leishmaniose, cujo vetor é flebotomíneo, são indicadores da diversidade de insetos e, quando o homem entra na floresta, está exposto ao risco de picadas e a partir disso, das doenças. Segundo Antônio Marques, o risco do desmatamento é sempre o de atrair populações para esses locais com o objetivo de construir moradias ou desenvolver atividades para agricultura, só que com o desmatamento, há o contato com esses insetos e o risco é evidente. Basta ver os registros de casos de malária, que até já se tornou uma doença urbana.

SOLUÇÕES

Para evitar essa relação tão “conflituosa”, o pesquisador diz que a grande solução seria a criação de unidades de preservação, o que depende muito de decisões políticas, assim como a realização de pesquisas buscando determinar os locais com alto índice de risco de infecção, como os garimpos, hoje infestados pela malária. “Essa doença já é tão comum que empresas quando se instalam em locais onde há evidência do mosquito formam uma base de prevenção que inclui a presença de médicos”, afirmou.

Para Marques, não há como saber quem perde mais nessa relação conflituosa entre natureza e homem. Ele, no entanto, explica que se a ida para a floresta é prejudicial por um lado, por outro, traz seus benefícios, pois o homem em contato com os parasitas da natureza desenvolve formas de defesa. “Sem ter esse contato, o organismo humano fica despreparado para evitar infecções, enquanto ir para a natureza permite que desenvolva defesas para as doenças”, finaliza.