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Plano de gestão ambiental da RDS Igapó-Açu é aprovado

A aprovação do plano de gestão da RDS Igapó-Açu foi seguida pela posse dos conselheiros da UC

Planos de gestão das UC’s existentes na BR-319 podem reiniciar debate sobre licenciamento do trecho central da rodovia

Unidades de Conservação ao longo da BR-319 são essenciais para garantir o licenciamento da obra de recuperação (Euzivaldo Queiroz)

O primeiro plano de gestão ambiental, de um total de sete, de unidades de conservação (UCS) estaduais que foram instaladas ao longo da rodovia BR-319, que liga o Amazonas a Rondônia, foi aprovado na terça-feira.

O documento estabelece regras específicas para coibir o desmatamento ilegal nas unidades, além da garantir acesso aos recursos da floresta de forma ordenada. Ele foi submetido à consulta pública na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Igapó-Açu, no município de Careiro-Castanho (a 102 quilômetros de Manaus).

Nesta quarta-feira (19), o Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), que realiza a acão, empossou a diretoria do conselho de gestão da RDS Igapó-Açu, uma das novidades trazidas junto com o plano de gestão da unidade.

O conselho que funciona como o instrumento na gestão das unidades está sendo criado um dia após a aprovação dos planos. Eles são formados por membros da própria comunidade e representantes de entidades da sociedade civil.

Outros

Ainda restam seis planos de gestão que serão submetidos à consulta popular em comunidades tradicionais dentro das RDSs. No entanto, o primeiro plano foi aprovado sem ressalvas pelos moradores de Igapó-Açu.

Os conselhos estão sendo criados no dia seguinte a realização das consultas públicas para aprovação dos planos de gestão. Cada gestão tem um mandato de dois anos, renovado por igual período.

Jorge Torres dos Santos, 23, mora há 34 na RDS Igapó-Açu. Ele foi um dos conselheiros empossados ontem pela SDS. Jorge acredita que a partir da implementação do plano de gestão os focos de desmatamento irão reduzir na área e a comunidade poderá usufruir dos recursos naturais com conhecimento técnico e sem causar danos à floresta. “Foi à melhor coisa que aconteceu não só para nós, mas para preservação da RDS”, disse.

O funcionamento das UCs ao longo da estrada poderá contribuir para o licenciamento da obra de recuperação do trecho central da rodovia volte ao debate.