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Produção e venda do açaí viram estudo de economia florestal

Estudo inédito, coordenado por professor da Ufam, Sérgio Gonçalves, fez um raio-x da produção e venda do fruto em seis municípios do Amazonas

Conforme o professor da Ufam Sérgio Gonçalves, é preciso melhorar a forma de comercialização do açaí para que eles possam aumentar a produtividade

Conforme o professor da Ufam Sérgio Gonçalves, é preciso melhorar a forma de comercialização do açaí para que eles possam aumentar a produtividade (J. Renato Queiroz)

A produção e venda de açaí, andiroba e copaíba nos municípios de Carauari, Lábrea, Manicoré, Codajás e Anori, no interior do Amazonas, foi tema de um estudo de economia florestal em uma parceria inédita entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e os institutos Amazônia e o de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Estado (Idam).

O estudo foi coordenado pelo professor Sérgio Gonçalves, do departamento de Ciências Florestais da Ufam, com o intuito de subsidiar ações de acompanhamento técnico e extensão rural (ATER) para a agricultura familiar.

A pesquisa descobriu que independente da natureza dos produtos os agricultores reagem pouco aos estímulos para a organização do processo de produção. A suspeita obtida com as análises de campo foi que as pessoas envolvidas na agricultura familiar sofram intervenções inadequadas. Para que seja possível ampliar a atuação dos agricultores na região e outros Estados, a pesquisa indica que é preciso melhorar a forma de comercialização, além do armazenagem, infraestrutura e capacitar os agricultores fortalecendo as iniciativas e investimentos existentes.

A prospecção de mercado, como indica a pesquisa, espera que o conhecimento obtido contribua para a definição de estratégias por instituições interessadas nos produtos para promover a sustentabilidade e enfrentar o conflito de escolha na economia dos municípios.

Gonçalves dividiu a pesquisa em duas etapas, sendo que a primeira foi focada na coleta de informações e a outra na análise de dados. A inserção de antecedentes estatísticos visando identificar a procura e oferta de produtos para a interpretação dos resultados também fez parte do segundo estágio do estudo.

Segundo o pesquisador, o estudo não teve intenção de fazer uma análise detalhada, uma vez que, seria inviável devido ao pouco tempo e recursos. Para ele, a pesquisa pode ser considerada um recorte de mercado que aponta os aspectos positivos e negativos do processo produtivo, mas que não superaram as oportunidades identificadas.

O estudo também se revela como um exemplo de integração entre as três instituições para melhorar a qualidade de vida das pessoas que atuam na agricultura familiar.

O estudo observou entre outros aspectos os potenciais consumidores, base produtiva do açaí , andiroba e copaíba, tendências de mercado, concorrentes, além da comunicação entre o produtor e o consumidor. Um dos pontos destacados foi o preço competitivo na perspectiva de complementar a geração de renda familiar com base na produção florestal.