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Rio Amazonas: Itacoatiara registra maior cheia da história

Nível do rio Amazonas, que estava estabilizado em 15,3 metros desde segunda, subiu dois centímetros nesta quinta-feira (05)

Com o rio em cota recorde e parado há três dias, lixo se espalha pelas ruas da cidade, que são invadidas por urubus

Enquanto o nível da água não baixa, moradores de Itacoatiara só podem se locomover em canoas ou sobre pontes (Clóvis Miranda)

O nível do rio Amazonas em Itacoatiara, a 170 quilômetros de Manaus, atingiu nesta quinta-feira (05) o nível de 15,5 metros, recorde em mais cem anos de monitoramento. A marca superou a cheia anterior, de 15,3 metros, registrada em 2012 e que foi igualada na segunda-feira. A cheia afeta mais de 3 mil famílias em 15 bairros de Itacoatiara, principalmente na zona rural.

Apesar do aumento de doenças ser comum no período da vazante, a população de alguns bairros mais afetados de Itacoatiara apresenta enfermidades como viroses e gripe.

Uma força-tarefa composta por várias secretarias fará um mutirão de saúde na próxima segunda-feira para consultar os moradores e distribuir medicamentos em parceria com o Governo do Estado.

De acordo com o secretário-executivo da Defesa Civil do município, Bruno Braga, os medicamentos foram entregues pelo Subcomando de Ações de Defesa Civil do Estado (Subcomadec). Ele informou que pelo menos 600 famílias devem ser atendidas no bairro Jauari.

A cheia deste ano atinge 33 municípios do Amazonas e 46.216 famílias, ou seja, mais da metade do Estado. Porém, o superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antonio Oliveira, acredita que a situação mais grave com relação aos riscos trazidos pela água ocorra em Manaus. Ele explicou que, na capital, o perigo é maior devido à poluição dos igarapés, concentração de esgoto e número de pessoas expostas pessoas ao perigo.

Segundo Marco Antonio, a situação em Itacoatiara se torna mais intensa porque o município sofre influência direta dos rios Madeira, que teve a maior cheia da história este ano, e Negro.

Ajuda

Nesta quinta-feira, a Defesa Civil do município voltou aos bairros Jauari, Nogueira Junior e da Paz, considerados críticos, para distribuir cestas básicas, água mineral e colchões. Mais uma remessa de madeira foi entregue aos moradores para a construção de marombas, piso elevado de madeira, na tentativa de minimizar os efeitos da enchente nas residências.

Comerciantes que permanecem com os estabelecimentos funcionando continuam tentando salvar mercadorias fazendo camadas de paletes. Eles reclamam de prejuízo e que não têm outra alternativa a não ser esperar o rio baixar. Atualmente, só há como andar na maior parte das ruas sobre pontes ou em canoas.