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Tartaruga-da-amazônia continua sob forte ameaça de extinção segundo pesquisador do Inpa

Fiscalização e criação em cativeiro não conseguem diminuir a ameaça de extinção desta espécie, de acordo com avaliação do cientista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Richard Vogt

Repovoar os rios da Amazônia com quelônios, principalmente tartaruga, é um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Ibama e Instituto Chico Mendes

Repovoar os rios da Amazônia com quelônios, principalmente tartaruga, é um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Ibama e Instituto Chico Mendes (Euzivaldo Queiroz)

A tartaruga-da-amazônia é a espécie de quelônio mais ameaçada de extinção na avaliação do cientista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Richard Vogt, que no próximo dia 9 de agosto receberá o 9º Prêmio Behler de Conservação de Tartarugas, em Orlando, Flórida (EUA).

Das 16 espécies existentes na Amazônia brasileira, Vogt destaca que a tartaruga-da-amazônia é a mais ameaçada por conta do consumo da carne e pelo grande interesse econômico despertado por ela. Segundo o pesquisador, apesar da existência de inúmeros projetos em conservação, a fiscalização por parte dos órgãos públicos e a implantação de criadouros legalizados (criação em cativeiro), a ameaça continua contra essa espécie.

“Tem gente que pensa que tartaruga é para servir de comida para o homem, mas, na verdade, o lugar das tartarugas é na natureza para servir de proteína, em forma de ovos e filhotes, para outros animais (lontras, ariranhas, jacarés, pássaros e muitos peixes) que precisam dessa fonte de alimento para sobreviver”, defende o pesquisador.

Para Vogt, uma das maneiras de equilibrar o problema, em se falando de economia, são as fazendas legalizadas de tartarugas que criam essas espécies em cativeiro para desestimular o comércio ilegal nos grandes centros urbanos, por meio da oferta autorizada de quelônios. Em rápida procura pelos restaurantes de Manaus, o prato a la carte de sarapatel de tartaruga com os acompanhamentos para duas pessoas pode custar até R$ 120 aproximadamente.

“Existem boas fazendas em Manaus e Rio Branco (Acre), e esse sistema é a melhor forma de criar e vender essas espécies adultas legalmente para o consumo”, diz o pesquisador. “O problema é que às vezes o homem quer levar tudo da natureza para vender na cidade. Ao invés de adquirir no mercado negro, é melhor comprar nessas fazendas, pois no mercado ilegal, os quelônios muitas vezes são roubados de reservas, levando as fêmeas adultas, que são matrizes reprodutoras e que vivem cerca de 60 a 80 anos. E isso causa enorme prejuízo à natureza e danos a essa população”, complementa.

Vogt conta que, em 1890, Tefé (AM) possuía a maior população de tartarugas do Brasil e, hoje, essa população, no rio Solimões, “praticamente acabou”. “Na Reserva de Mamirauá, que fica no município de Tefé, por exemplo, existem somente 25 fêmeas desovando”, afirmou.