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Especialistas alertam para doenças respiratórias do chamado ‘verão amazônico’ de Manaus

Clima seco, característico deste período em Manaus, e as queimadas na região amazônica facilitam o aparecimento de doenças respiratórias, que atacam principalmente crianças e idosos

Em alguns dias de agosto, Manaus amanheceu com uma densa fumaça oriunda de queimadas feitas em municípios do Sul do Amazonas e que favorecem o aparecimento de doenças respiratórias

Em alguns dias de agosto, Manaus amanheceu com uma densa fumaça oriunda de queimadas feitas em municípios do Sul do Amazonas e que favorecem o aparecimento de doenças respiratórias (Bruno Kelly)

Médicos do sistema público de saúde em Manaus apontam os aparelhos de ar-condicionado sem manutenção e as queimadas urbanas como os principais vilões nos registros de doenças respiratórias nessa época do ano, considerada como o “verão amazônico”.

De acordo com o secretário de Estado Adjunto de Atenção Especializada em Saúde da Capital, Wagner William Souza, os registros atuais não indicam aumento imediato de atendimentos por causa do clima seco registrado no mês de agosto e início deste setembro, quando Manaus ficou quase uma semana sem registro de chuvas. “É possível que o efeito venha em outubro, que é o final desse período seco”, declarou o secretário.

É comum nos meses de julho, agosto, setembro e outubro a diminuição das chuvas e o aumento do calor em Manaus, conforme os especialistas em climatologia da Amazônia. O clima seco é agravado pelas queimadas ao redor da cidade, na área urbana e também nos municípios da chamada zona de deflorestamento, no Sul do Amazonas. A fumação causada pelas queimadas são trazidas para Manaus pelas correntes climáticas.

Com o aumento da temperatura, a tendência é que as pessoas procurem alternativas para amenizar o calor. “Esse clima seco é comum trazer à tona crises de rinite, sinusite, asma. São doenças relacionadas ao ar seco, em geral, de aparelhos de ar-condicionado. Ficar em ambiente climatizado tem reflexos nas vias respiratórias”, afirmou o secretário.

Wagner William indica que as pessoas devem reforçar os cuidados com manutenção de limpezas desses aparelhos, sobretudo os que funcionam em ambientes coletivos. É importante também cuidado com a higienização de cortinas e carpetes. O médico esclarece que nesses locais podem acumular fungos e ácaros nocivos ao aparelho respiratório.

Vítimas


A médica pneumologista da policlínica Cardoso Fontes e da Fiocruz Joycenea da Silva Matsuda afirmou que as crianças e os idosos, em geral, são as que mais sofrem com o clima seco. Ela disse que se deve colocá-los em exposição em locais com queimadas, comuns na área urbana.

“A gente passa de carro e vê queimada em vários locais nessa época do ano. É importante reforçar o cuidado com as crianças. A exposição causa várias doenças. E nas crianças pequenas que não sabem expelir secreções corre o risco de um quadro até de pneumonia”, declarou a médica.

Poluição e poeira complicam

A médica pneumologista da políclínica Cardoso Fontes e da Fiocruz Joycenea da Silva Matsuda explica que a exposição a mudanças bruscas de temperatura também podem provocar problemas respiratórios. A exposição à poeira e poluição também é outro complicador. “Por exemplo, você está num ambiente de ar-condicionado e sai nesse calor. Isso prejudica a saúde ”, declarou.

De acordo com a pneumologista, além dos cuidados básicos de higiene, a população também pode tomar alguns cuidados para tentar deixar o ambiente mais úmido. A bacia de água filtrada por exemplo num canto da sala e do quarto ajudam a minimizar os efeitos do ar seco, dos aparelhos de ar-condicionado. “Essa tática funciona, sim. Só é preciso cuidado para não deixar aquela água lá parada e ser vítima da dengue”, disse.

Ela também aconselha o uso de soro para ajudar a umedecer as narinas das crianças. “Não devemos usar qualquer remédio porque alguns até viciam. Mas é bom ajudar na limpeza”, declarou.