Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

SDS promete apresentar estudos ambientais sobre as UC’s na BR-319 até dezembro de 2014

Os planos de gestão ambiental permitirão dar celeridade à tão discutida recuperação da rodovia e impedirão, por meio de regras e fiscalização, que o desmatamento avance na rodovia

A conclusão da obra da BR-319, com o asfaltamento do trecho conhecido como ‘Meião’, é um impasse que dura décadas

A conclusão da obra da BR-319, com o asfaltamento do trecho conhecido como ‘Meião’, é um impasse que dura décadas (Euzivaldo Queiroz)

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) pretende entregar, até dezembro deste ano, os planos de gestão ambiental das nove unidades de conservação estaduais que existem ao longo da BR-319, única ligação entre Amazonas e Rondônia. Eles permitirão dar celeridade à tão discutida recuperação da rodovia e impedirão, por meio de regras e fiscalização, que o desmatamento avance na rodovia.

Há mais de uma década órgãos federais e estaduais mantêm um impasse que impede a pavimentação da BR-319. Em meio às discussões entre os que defendem que não haverá prejuízo à fauna e os afirmam que a preservação da área será impactada, a única comprovação, obtida com imagens de satélites, é que o trecho conhecimento como “Meião”, entre os quilômetros 250 e 655, onde não há pavimentação e quase nenhuma presença humana, é o mais preservado dos 877 quilômetros de extensão da rodovia federal.

Em todos os outros trechos houve prejuízos aos recursos naturais da floresta, causados, principalmente, pela exploração ilegal de madeira. O mapa da área feito pela SDS mostra que o trecho da BR-319 com o maior dano é o de Porto Velho, em Rondônia, onde houve desmatamento numa área de 916,53 km², ou seja, 21,63% da área total. A mancha do desmatamento nem se compara as áreas em que também houve a exploração de madeira no Amazonas.

Conforme a SDS, o desmatamento ocorre de forma mais intensa onde não há unidades de conservação. A BR-319, em território amazonense, é cercada por nove unidades de conservação estadual, um parque estadual, uma reserva extrativista federal (Resex), além de duas florestas protegidas.

Segundo a titular da SDS, Kamila Botelho do Amaral, a partir da consolidação dos planos ambientais, o acesso aos recursos naturais será ordenado e feito somente mediante planejamento. “Com uma gestão ambiental ordenada a gente consegue garantir a manutenção dos recursos naturais. O objetivo do Estado é ter acesso aos recursos naturais, geração de riqueza, do desenvolvimento, mas com a manutenção da biodiversidade e da cobertura florestal. Não temos como pensar um planejamento para o Amazonas que coloque em risco a floresta, que é a nossa grande riqueza”, destacou.

Compromisso

Para Kamila, é necessário que os gestores públicos que assumirão o Estado no próximo ano, devido à eleição, tornem as diretrizes dos planos ambientais realidade para evitar que a BR-319 seja um dos maiores vetores de desmatamento da região. “Não adianta o plano de gestão ser apenas uma publicação. Precisa ter a previsão de uso dessas áreas. Ele tem ser aprovado pela sociedade e colocado em consulta pública”.

Segundo ela, o plano de gestão precisa ser exatamente a previsão de ordenamento para aquele território como é feito no Plano Diretor de Manaus. “No Amazonas a gente precisa pensar no macro. Uma estrada como essa pode ser o maior vetor de desmatamento ou podemos usar essa mesma estrada como um exemplo de espaço para a gestão ambienta, mesmo com o fluxo de veículos”, destacou.

Documentos disponíveis para consulta

Os planos de gestão ambiental serão disponibilizados para consulta pública a partir de fevereiro. As consultadas serão realizadas durante cinco semanas, sendo as duas últimas de fevereiro e três primeiras de março. Os encontros serão feitas na BR-319, no Município de Careiro da Várzea, conforme estabelece o sistema nacional de unidades de conservação.

“Não é nosso objetivo fazer com que isso se torne uma agenda de discussão política. Nosso objetivo é fazer com que seja uma agenda de participação social das pessoas que realmente vivenciam a realidade da BR-319. Não adianta trazer para a pauta pessoas que nunca nem foram na BR para participar de um plano de gestão tão decisivo como este, que vai decidir o futuro dessas áreas. Nosso objetivo é evitar que o desmatamento desordenado ocorra na BR 319”.