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Rede de soluções sustentáveis para a Amazônia é lançada nesta terça-feira (18)

Especialistas e representantes de 21 instituições devem se reunir em Manaus para o lançamento da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia

A parte fluvial do Parque, com mais de 400 ilhas, representa 60% da Unidade de Conservação (UC)

Um dos objetivos da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável é promover o debate e a troca de experiências entre países da Amazônia Continental, replicando experiências que deram certo (Reprodução/Internet)

Pesquisadores, tomadores de decisões, especialistas, líderes empresariais e representantes de 21 instituições devem se reunir em Manaus, hoje, para o lançamento da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia.

A Rede, que está sendo lançada no Brasil como parte da Rede de Soluções para Sustentabilidade da ONU, pretende mobilizar conhecimento científico e tecnológico global sobre os desafios do desenvolvimento sustentável. O desafio é reunir todos esses “pensadores” para discutir e construir soluções para a sustentabilidade, com base em experiências da Amazônia Continental, que abrange nove países.

Essas experiências devem ser adaptadas e replicadas para regiões em desenvolvimento com desafios parecidos da Amazônia, como a África Central (Bacia do Congo) e o Sudeste Asiático (Indonésia e Vietnã). Dessa forma, poderão colaborar para o alcance de metas e objetivos estabelecidos para o desenvolvimento sustentável pós-2015.

Plataforma

Por meio de uma plataforma na internet, a Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia promoverá o diálogo e informará políticos, com base em evidências técnicas e científicas, sobre as questões e prioridades identificadas pelos governos. Dessa forma, o objetivo é trazer soluções embasadas em grande escala, com o engajamento da sociedade civil e apoio de políticas públicas.

Isso está intimamente ligado com os desafios que muitos países, como o Brasil, vêm encontrando com altas temperaturas, que geram a seca e falta d’água e até a escassez de energia, que hoje afeta parte dos estados brasileiros, ou mesmo as fortes chuvas, que ocasionam enchentes que deixam milhares de famílias desabrigadas na Amazônia, gerando prejuízos em todas as escalas do desenvolvimento.

“O clima está cada vez mais alterado e a população mais pobre é a mais vulnerável às mudanças climáticas e à degradação ambiental. Por isso, é necessário integrar as agendas ambientais com os esforços para a erradicação da pobreza. A Amazônia é responsável pelos serviços ambientais cruciais para a regulação do clima e estabilidade de ecossistemas. Isso comprova como os desafios para sua conservação podem ser usados como exemplo para diversas regiões”, comentou Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e presidente da Rede.

Direitos e deveres bem distribuídos

Entre os membros da rede estão instituições com um histórico de trabalho na região amazônica, incluindo universidades e institutos de pesquisa, academia de ciências, redes universitárias, instituições regionais, organizações multilaterais, empresas, ONGs, comunidade e grupos indígenas.

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) será a coordenadora da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia e servirá como um secretariado técnico para sua concepção. Apoiará também o trabalho de dois comitês (técnico-científico e político-estratégico), que definirão a missão e visão da rede.

Como vice-presidente estará Emma Torres, conselheira sênior do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e coordenadora da Comissão de Desenvolvimento e Meio Ambiente para a América Latina e Caribe. O presidente do comitê técnico-científico será Adalberto Val, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com o apoio da Academia Brasileira de Ciências.

O comitê político-estratégico irá fornecer orientação estratégica para o trabalho da rede e reforçar o diálogo entre os diferentes atores e tomadores de decisão. Ele será composto por políticos e formadores de opinião de todos os países da região amazônica.