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Caso ritmo de subida do rio Negro continue reduzindo, cheia pode chegar ao fim no AM

A afirmação parte do superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Oliveira, após a subida de apenas um centímetro registrada nesta terça-feira (03)

Crianças aproveitam a ‘invasão’ da água na rua Frei José dos Inocentes, totalmente alagada, para pescar. Em poucos minutos, eles fisgaram dois peixes

Crianças aproveitam a ‘invasão’ da água na rua Frei José dos Inocentes, totalmente alagada, para pescar. Em poucos minutos, eles fisgaram dois peixes (Antonio Menezes)

O rio Negro subiu apenas um centímetro nesta terça-feira (03) e chegou à marca de 29,40 metros. Segundo o superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Oliveira, se no decorrer da semana o volume de água continuar subindo nesse ritmo mais lento, será possível afirmar que o período de enchente está finalizando.

Na semana passada, o CPRM divulgou que, em 2014, o rio Negro deve atingir a cota máxima de 29,60 metros, a partir da primeira semana do mês de junho. A marca deste ano, porém, ultrapassará em 27 centímetros o volume máximo do ano passado, que foi de 29,33 metros.

De acordo com o superintendente, a enchente do rio Negro foi influenciada pela cheia no rio Madeira. “O volume das águas atingiu primeiro a região do Baixo Amazonas (sul do Estado), causando situação de emergência em alguns municípios e depois atingiu Careiro e Manaus”.

Prós e Contras

Se para algumas pessoas a cheia é sinônimo de prejuízo, como o vendedor de café da manhã Luiz Lima, 66, que diz já ter perdido 50% dos clientes desde que a água do rio Negro atingiu a rua dos Barés, no Centro, para os irmãos Raul Sena, 10, e Rauan Sena, 9, a enchente é diversão garantida.

Moradores da rua Frei José dos Inocentes, bairro Centro, os meninos aproveitam a subida das águas para pescar na rua de casa. Segundo Raul, como estudam à tarde, os irmão acordam cedo para a aproveitar a manhã de pescaria, que rende desde o famoso tucunaré até o tradicional jaraqui. “Nós gostamos de brincar de outras coisas, mas pescar é sempre muito legal”, diz o menino. Rauan conta que, todos os dias, eles conseguem pescar de dois a três peixes.

E engana-se quem pensa que os irmãos, depois que pescam, correm para colocar o peixe na panela. De acordo com a mãe das crianças, Neliane de Sena, 29, os meninos levam o peixe pra casa e colocam dentro de uma bacia com água e só deixam a familia degustar os peixes depois que eles morrem. “Para eles é um prêmio conseguir pescar praticamente na porta de casa e eles mostram para todo mundo que chega o que conseguiram”, explicou.

Segundo Neliane, é muito bom ver que os filhos gostam de fazer atividades longe da televisão e do video-game, pois com o avanço da tecnologia, as crianças deixaram de se interessar por brincadeiras que antes eram muito comuns. “Aqui na região pescar é uma coisa muito comum e fico feliz que meus filhos tenham esse contato, mesmo que seja somente no período da enchente”, acrescentou a mãe dos meninos.

Os irmãos disseram que os dois peixes pescados ontem serão servidos no almoço de hoje, fritos, com feijão e arroz, prato que, segundo Raul e Rauan, é um dos preferidos deles.