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Vazante lenta traz prejuízos para os comerciantes de Manaus

Comerciantes amargam as consequências da cheia do rio Negro considerada uma das mais demoradas no que se refere a tempo de permanência acima da marca de 29 metros

Centro de Manaus durante a cheia histórica de 2012, que registrou 29,78m de inundação; Prefeitura já estuda maneiras de viabilizar acesso dos turistas à área

Comerciantes não conseguem evitar prejuízos (Arquivo AC)

Mesmo com o registro do início da vazante na última quinta-feira, 10, a cheia do rio Negro em 2014 já é considerada uma das mais demoradas, no que se refere a tempo de permanência acima da marca de 29 metros, ultrapassando 50 dias. A informação foi divulgada no 24º boletim de acompanhamento de Monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), na sexta-feira (11).

Segundo o boletim, a cota deve permanecer acima dos 29 metros ainda durante o mês de agosto, o que representa um acontecimento inédito, já que a marca nunca havia sido registrada após o mês de julho. Em 2009, quando foi registrada a segunda maior cheia da história e a maior permanência acima dos 29 metros (79 dias), a marca permaneceu entre os dias 13 de maio e 31 de julho.

Em 2014, as ruas mais atingidas foram a Barão de São Domingos e a rua dos Barés, ambas com movimentação intensa no comércio. “O fato é que a vazante para nós, comerciantes, ainda não começou, porque até começar a baixar a água aqui na rua leva um tempo, tem muito rio pra secar ainda”, disse Francisco Flávio, que há 15 anos gerencia uma distribuidora de estivas na rua dos Barés.

Segundo ele, o movimento caiu em torno de 40% desde o mês de maio, quando a cheia teve início. “Em relação ao faturamento do restante do ano, deixamos de obter 30% de lucro. Isso representa uma perda real de aproximadamente R$ 30 mil. A solução que a gente tenta dar é reduzir os custos durante todo o período da enchente, não tem como evitar isso. Há uma queda na quantidade de pedidos e enfrentamos dificuldade para receber e entregar mercadoria”, pontua ele, que ainda enfatiza que não foi preciso demitir pessoal.

AÇÕES DE COMBATE

Para amenizar a situação e permitir que os comerciantes prossigam com as atividades, todos os anos a Prefeitura realiza ações como a construção de pontes nas ruas atingidas. A assessoria da Secretaria Municipal do Centro (Semc) informou que, este ano, uma ação preventiva chegou a ser executada na Feira da Banana. O estacionamento do local chegou a ser asfaltado para que a feira fosse transferida para lá, sem risco de alagamento, o que não chegou a acontecer porque o rio não atingiu a feira.

Nos próximos dias, com a intensificação da vazante, entra em ação o trabalho de outros órgãos, como a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), responsáveis pela retirada da infraestrutura montada e limpeza das ruas, respectivamente.