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Seis municípios do Amazonas estão em estado de emergência e sete em alerta

Cheia já atingiu municípios das calhas do rios Purus e Madeira, localizados no Sul do Amazonas; Defesa Civil já está em alerta para as ocorrências

Cheia já invadiu Boca do Acre (AM)

Cheia já invadiu Boca do Acre (AM) (Divulgação/ Assessoria)

Seis municípios do Amazonas já decretaram estado de emergência por conta da cheia dos rios da região, segundo levantamento divulgado pela Associação Amazonense de Municípios (AAM), nesta segunda (17). Além de Boca do Acre - o primeiro a anunciar -, passam a integrar a lista os municípios de Pauini, também na Calha do Purus, Envira, Guajará, Ipixuna (todos no Rio Juruá) e Humaitá, no Rio Madeira. 

Em pelo menos duas destas cidades, o tráfego na principal via de ligação terrestre com o restante do País está seriamente comprometido: na BR-317, que liga Boca do Acre à Rio Branco (AC), um trecho de terra está intransitável e na BR-319 – Humaitá / Porto Velho (RO) – partes da estrada estão quase submersas e caminhões guincho particulares cobram R$ 40 para fazer a travessia de carros de passeio.

Ainda de acordo com os dados recolhidos pela entidade junto às prefeituras, outros sete municípios – Apuí, Borba, Manicoré, Novo Aripuanã, Canutama, Lábrea e Carauari – estão em Alerta e devem anunciar Emergência nos próximos dias. Segundo os gestores, mais de 1,6 mil famílias já foram atingidas ou estão desabrigadas.

“Na região do Madeira temos mais um agravante que são as barragens das usinas hidroelétricas de Santo Antônio e Jirau em Rondônia. Para evitar que elas transbordem, as comportas são abertas com frequência, afetando diretamente a cheia do rio e os municípios amazonenses, que não receberão nenhuma compensação energética ou financeira, mas ficam com todos os ônus”, alertou o secretario da AAM e prefeito de Juruá, Tabira Ferreira.

Defesa Civil


Na próxima quarta-feira (19), a Associação Amazonense de Municípios promove reunião técnica com a Defesa Civil Estadual e a Companhia de Pesquisa de Recursos Mineiras (CPRM) para planejar ações e reavaliar requisitos e documentações necessárias para solicitar o auxílio financeiro do Governo Federal para o atendimento aos desabrigados e recuperação da infraestrutura afetada pela cheia. As informações coletadas serão repassadas em encontro que a entidade promoverá no final do mês com os dirigentes e coordenadores das defesas civis municipais em Manaus.

O objetivo é evitar o que aconteceu ano passado, quando dentre os 45 municípios do Estado que decretaram Emergência, 23 foram habilitados pelo Ministério da Integração /Defesa Civil Federal e apenas três (Manacapuru, Envira e Manaus) receberam os recursos, em um total de R$ 7,3 milhões. Em 2012, os 51 municípios amazonenses em Emergência receberam da União R$ 35,2 milhões.

“Decretar Estado de Emergência não significa que a verba federal vai chegar. Estamos nos antecipando a uma série de questões burocráticas para que a população não fique sem assistência e evitar que as administrações municipais do interior sejam mais prejudicadas”, explicou Tabira Ferreira, ao acrescentar que sem a ajuda humanitária do Governo do Amazonas em 2013, as perdas seriam maiores.

A AAM também irá solicitar da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil celeridade na liberação de recursos para os 34 municípios do Amazonas selecionados no programa federal Cartão de Pagamento de Defesa Civil e apontados pelo órgão como mais suscetíveis a desastres naturais. Em todo o Brasil, 821 municípios estão na lista.

*Com informações da assessoria