Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Pesquisadores fazem expedição no rio Tefé para estimar a população de botos amazônicos

Expedição científica teve como objetivo avaliar e monitorar as populações de botos vermelho e tucuxi na América do Sul

boto cor de rosa

boto cor de rosa (Agência O Globo)

O Instituto Mamirauá realizou a primeira expedição para estimativa da abundância de botos no lago e rio Tefé, um afluente do rio Solimões, no estado do Amazonas. A expedição científica é parte de um esforço de colaboração entre a instituição brasileira e a Fundação Omacha, da Colômbia, com o objetivo de avaliar e monitorar as populações de boto vermelho e tucuxi na América do Sul, nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco. A viagem ocorreu de 3 a 12 de dezembro.

A bióloga da Fundação Omacha PhD. Catarina Gomez, explicou que a ideia da expedição é obter estimativas populacionais de golfinhos amazônicos (boto vermelho (Inia geoffrensis) e tucuxi (Sotalia fluviatilis)) na Amazônia.

“Com esses dados, nós poderemos comparar a densidade populacional entre as áreas amostradas, pois até recentemente pouco se sabia sobre essas estimativas. Em alguns anos, vamos poder dizer se a população desses animais está aumentando ou diminuindo e propor estratégias para a conservação em áreas prioritárias",

Segundo Heloíse Pavanato, pesquisadora do Instituto Mamirauá, a equipe percorreu aproximadamente 900 quilômetros, a bordo de um barco regional.

"Nós avistamos cerca de 400 grupos, entre boto vermelho e tucuxi. Resultados parciais indicam que na região do rio e lago Tefé há mais boto vermelho", informou a pesquisadora.

Os 12 pesquisadores dividiam-se em grupos para avistar os animais. Observadores ficavam na parte da frente e outros na parte de trás do barco, registrando os dados de avistagem em uma planilha com horário, coordenadas geográficas, distância (da embarcação para o animal), tamanho do grupo e condições ambientais. Ao longo dos nove dias de duração da expedição, o esforço diário de avistagem foi de cerca 12 horas.

Agora os dados serão analisados, conforme o método utilizado nas expedições anteriores, que incluem embarques realizados também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, conforme explicou Heloise: "Vamos obter a densidade populacional das duas espécies, então teremos o número de animais por quilômetro quadrado. É esse resultado que nós queremos".

A expedição contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Federal do Maranhão, Universidade Estadual do Maranhão, Instituto de pesquisas do Amapá e Fundação Mamíferos Aquáticos.

Em 2012, o Instituto Mamirauá e a Fundação Omacha realizaram a mesma expedição no Rio Purus, com membros da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), Instituto Piagaçu Purus e colaboradores do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos do Instituto Mamirauá dos estados do Amapá, Maranhão e Piauí.