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0 comentarios | 09 de Abril de 2014

Humanização é peça fundamental para o bem-estar do paciente diagnosticado com câncer


A cada ano mais de 12,7 milhões de pessoas são diagnosticadas com algum tipo de câncer no mundo. Receber essa notícia não é nada fácil, lidar com uma rotina de tratamentos e exames periódicos pode ser cansativo e desgastante. Nesse contexto, a humanização do atendimento se torna fundamental para garantir o bem estar desse paciente.

Gestos simples como olhar para a pessoa e chamá-la pelo nome são extremamente eficientes para começar uma boa relação com o paciente e lhe dar um pouco de acolhimento, nesse momento difícil.

Mas o atendimento humanizado vai muito além disso, consiste também em respeitar as diferenças de cada um e dar assistência de acordo com cada necessidade.  O paciente diagnosticado com câncer, na maioria das vezes, está emocionalmente mais fragilizado, ele tem dúvidas e expectativas em relação ao próprio exame e ao resultado, cabe ao profissional de saúde explicar o procedimento em uma linguagem acessível e tranquilizá-lo.

O conceito de atendimento humanizado vem ganhando cada vez mais força por meio de ações da sociedade e do Ministério da Saúde. Esse movimento é uma necessidade para tentar melhorar o atendimento nos serviços de saúde em geral. No fim, toda a equipe sente-se bem ao oferecer esse tipo de atendimento, a satisfação do paciente é muito gratificante.

Na UTI, o fisioterapeuta, um dos profissionais de saúde que atuam dentro da equipe multidisciplinar, sempre busca alguns benefícios para seus pacientes, como por exemplo: e melhorar sua qualidade de vida e aliviar os sintomas físicos.

No entanto, o paciente internado na UTI necessita de cuidados de excelência, dirigidos às evidências patológicas as questões psicossociais, que se tornam intimamente interligadas a doença física. O temor, a ansiedade e as angustias do paciente podem agir negativamente no seu processo de adaptação no setor, bem como em relação à equipe de saúde e a sua recuperação.

O objetivo do trabalho do fisioterapeuta não está na doença, mas no indivíduo, e em seus movimentos. O fisioterapeuta trabalha a disfunção do movimento humano, em todos os níveis de atenção à saúde, desde a prevenção até a reabilitação. Assim como o psicólogo, a fisioterapia lida não apenas com o trauma, mas também com o medo das limitações, não se detém apenas na recuperação funcional, mas também explica que sequelas podem ser obstáculos a serem vencidos.

Nesse contexto, a comunicação surge como ato fundamental para adequada qualidade da Terapia Intensiva. O paciente espera ser informado, minimizando o medo do estranho mundo hospitalar. A falta de informação provoca insegurança e a omissão de informação provoca desconfiança. Não basta transmitir a informação, e preciso esclarecer o sentido das palavras para que o paciente entenda.

O uso de linguagem técnica dificulta o entendimento do paciente leigo, sobretudo de baixa instrução. Contudo é possível observar que o paciente valoriza mais, no profissional de saúde, a competência humana de ser afetivo, de conversar e incluí-lo em decisões clinicas, do que sua habilidade técnica.

*Daniel Xavier é Doutor em Terapia Intensiva pelo  Instituto Brasileiro de Terapia Intensiva (IBRATI ) e Coordenador-técnico da ala de Fisioterapia da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCECON)

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