Não faz muito tempo e você nem precisa queimar neurônios para recordar. Romário, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e até Kaká ganharam o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa e mostraram ao planeta porque chamam o Brasil de País do futebol. É, mas o tempo passa, o tempo voa...
Nesta segunda-feira, enquanto Messi tentava dizer alguma coisa nova após receber a quarta Bola de Ouro consecutiva, o máximo que se viu de brasileiro foi o ‘discurso ’ do gorducho Ronaldo, ao lado do tatu Fuleco, tentando promover a Copa do Mundo de 2014, em que pese o fato de não sabermos sequer escolher o nome do mascote.
Neymar perdeu o prêmio de gol mais bonito (grande coisa) e, na seleção final, um prêmio de consolação ao país sede do próximo mundial foram as presenças de Daniel Alves e Marcelo na seleção do ano. Veja bem, eu não disse dois atacantes, ou um meia cerebral. Eu disse dois laterais...
E agora? Falta pouco mais de um ano para a Copa do Mundo, Felipão tem meia dúzia de jogos para montar um time e, na real, ninguém sabe se é melhor apostar nos veteranos Ronaldinho, Kaká e Lúcio, ou se a escolha certa é pedir a Deus que Neymar, Oscar, Lucas e Damião amadureçam como banana prata no sol, de um dia para o outro.
O que estaria errado no reino do futebol brasileiro? Se nossos jogadores continuam a assinar contratos milionários, se em cada esquina um monte de moleques continua jogando pelada, se o Corinthians é campeão mundial?
Calendário inchado para encher a televisão de futebol, de domingo a domingo, saída precoce dos jogadores para a Europa, transferência de “craques” para o mundo árabe, asiático ou leste europeu? Talvez, tudo isso junto, um pouco de cada.
Só sei que estamos organizando uma festa, gastando os milhões que não temos e, acreditem, corremos o sério risco de ter de aplaudir, de pé, esse argentino que mais parece um jogador de videogame.
Só espero que se isso acontecer, tenhamos, ao menos, educação e classe para reconhecer a superioridade alheia. Se não somos mais os melhores do mundo em campo, sejamos ao menos civilizados. Ninguém mandou abrir a casa para a festa. Agora, recebam bem os convidados.