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2 comentarios | 24 de Março de 2014

Alternativas

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver!

E daqui a 50 anos? O que será de nós?

E daqui a 50 anos? O que será de nós?

A prorrogação da Zona Franca por mais 50 anos foi aprovada, em primeiro turno, na Câmara Federal. Faltam mais três decisões: uma, em segundo turno, na própria Câmara, e duas no Senado. Também fiquei feliz – afinal, sem a ZFM ficaríamos à míngua. Estou na torcida que sejamos bem sucedidos nas etapas que restam. Mas me pergunto: e daqui a 50 anos, ainda estaremos brigando pela prorrogação dos incentivos fiscais?

É fato que o atual PIM, causa de nossa riqueza detentora do 6º PIB do País, não é uma atividade econômica autossustentável! Suas matérias primas e suas tecnologias são todas importadas. Todo mundo sabe da necessidade de alternativas econômicas para Manaus e para o Amazonas para além do projeto Zona Franca. Mas tem alguém propondo alguma coisa? Parece que não; só se fala da necessidade mas, apontar soluções, nada!

A bola da vez é mesmo o ganho de mais cinco décadas de sobrevida. Que na verdade não representam uma segurança inabalável. Basta lembrar o projeto de unificação do icms interestadual, de autoria do próprio Governo Federal, que nos esvaziaria de qualquer atrativo aos investidores. Poderíamos ter 100 anos a mais, que de nada adiantaria. Projeto que, aliás, ainda aguarda votação! Estamos sempre por um fio no que se refere à ZFM. Ela rema contra a corrente da economia mundial.

Precisamos de alternativas e daquelas que não parecem ter saído de um trabalho de estudantes medianos de faculdade, ou dos efeitos de uma ilha de edição de uma agência de publicidade. Mas elas não surgem! E até a necessidade delas existirem é pouco ou quase nada mencionada. Será assim tão impossível produzir riqueza de maneira sustentável na Amazônia, em sintonia com a preservação ambiental?

Outra coisa profundamente incômoda dessa matriz econômica é sua interface com a cidade. Quantos projetos de pesquisa universitária são financiados pelas indústrias do polo? Quantas atividades culturais ou desportivas tem o suporte das empresas instaladas no PIM? Em Manaus, creio que nenhuma! E se somarmos a esses dados à informação de que 80% da riqueza é produzida por somente 20% da população, podemos constatar o quão cruel é toda a sistemática. Daqui a 50 anos não poderemos nem nos dar ao direito de sermos um porto de lenha – já que a lenha não é fonte geradora de energia ambientalmente correta. E aí?

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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