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1 comentarios | 12 de Maio de 2014

Aprendendo com a Dor

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver!

Urgência sem urgência na rede privada em Manaus

Urgência sem urgência na rede privada em Manaus

Sábado, 15h30. Estou num dos serviços mais conceituados de urgência médica da cidade. As fortes dores, desde a madrugada, provocadas por um problema ósseo crônico, me trouxeram até aqui. Antes, estive em outra instituição, também de urgência, mas sem ortopedista e sem raio X. Lá, indicaram duas: a primeira, onde já estive e não quero pisar nunca mais; a segunda, essa. Muito conceituada e seguramente a mais cara.

Nesses casos, nunca recorro ao sistema público de saúde, com medo da espera e de ser tratado apenas com analgésicos, nada mais. Na recepção, peço para ir a um ortopedista e eles me dizem que irei a um clínico geral. Detalho o problema, digo os remédios que tomei (e que não resolveram), mas não adianta. Já com o médico, descrevo tudo para ele que, em seguida, me prescreve uma medição intravenosa e intramuscular, além de um raio x e um ultrassom.

Na sala de medicação, há um paciente, sem nenhuma enfermeira ou auxiliar. Chegam novos pacientes. Entram na sala, vagarosas, as ministradoras dos remédios. Recebo várias injeções. Enquanto isso uma paciente começa a passar mal, com falta de ar. Seu pai grita por socorro. As mulheres da sala chamam a enfermeira, os médicos, que só aparecem depois de 4 a 5 minutos. A cena é horrível. Alguém que não consegue respirar e poderia ter morrido por falta de rapidez no atendimento.

Vou aos exames e descubro que não se faz ultrassom nos finais de semana. O médico pergunta se quero fazer uma ressonância, seis a sete vezes mais cara que o ultrassom. Converso francamente com ele, que preciso de um ortopedista. Ele vê meu raio X e concorda comigo. Mas explica que até grávidas em estado avançado são obrigadas a irem aos clínicos, a não ser que a bolsa tenha se rompido. Pede licença e sai da sala por algum tempo. Ao retornar, tem o parecer. Foi consultar o colega ortopedista, que está de plantão, mas só pode atender casos de traumas, o que não é o meu. Ele me explica tudo, me receita a medicação e me pede desculpas. Fiquei imensamente grato a ele. Mas com uma impressão terrível. Se o sistema privado, caro, onde a consulta é maior que a mensalidade de um plano de assistência, é assim, o que acontecerá no público?

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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