Segunda terça-feira do ano! Estamos a pouco mais de um mês do carnaval. Parece que não há nada de significativo a ser dito. No Brasil as coisas só acontecem depois das folias de Momo. Até lá permaneceremos deitados em berço esplêndido. Berço, aliás, que já parecemos nos acostumar, para muito além do hino nacional. Fechamos o balanço de 2012 assim, dormindo! Nossa economia cresceu menos de 1%, o pior resultado entre os emergentes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Além de perdermos o controle sobre a inflação, que superou a margem de 5%.
Mas o tempo não para e não perdoa. Ele nos demanda a compormos no presente o futuro. Exige decisão, iniciativa, atitude para proporcionar caminhos. Em Manaus não faltam desafios à recém-empossada prefeitura. Abastecimento de água, mobilidade urbana e ordenamento/ requalificação do centro da cidade parecem gritar por socorro. A nova vereança também tem suas demandas: mostrar a que veio! A última não deixou boas lembranças, muito menos saudades.
Na esfera estadual, os desafios são muitos e talvez mais complexos, como a sustentabilidade da economia amazonense e a Zona Franca. Herdamos de 2012 o debate sobre a unificação do ICMS, que ameaça nossa capacidade de investimento. Além de várias outras questões que assombram o polo industrial e o estado. Não será fácil. Não estamos sozinhos na área para fazer o gol. A marcação é cerrada.
E por falar em gol, um desafio que une os poderes executivos é, sem dúvida, a Copa do Mundo de 2014. Estamos a 18 meses do evento e nos perguntamos: qual será a Manaus da Copa? Não basta a Arena da Amazônia e os sorrisos dos manauaras. Há de haver muito mais, em termos de cidade e de serviços. Fala-se em 280 mil turistas durante os 4 jogos. Mas falamos de uma exposição internacional de mídia, que poderá reposicionar Manaus como um destino importante no cenário brasileiro. E oferecer uma nova atividade propulsora da economia. Essa, por sinal, sustentável. A cidade não assimila o assunto. E nós, cidadãos, parecemos estar alheios a ele, quando na verdade seremos os anfitriões. O tempo não para. Não dá para esperar o carnaval passar.