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1 comentarios | 11 de Agosto de 2014

Cobras e Lagartos

Cônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver!

Alternativas?

Alternativas?

No início dos anos 90, às vésperas da Rio 92, Gilberto Mestrinho, ex-senador, ex-prefeito de Manaus e três vezes governador do Amazonas, protagonizou uma das maiores polêmicas ambientais da época, ao defender a caça aos jacarés no Estado. Segundo ele, havia uma superpopulação daqueles répteis, o que ameaçava a integridade física dos caboclos ribeirinhos, principalmente na Região do Baixo Amazonas, mais especificamente no município de Nhamundá.

Mestrinho, que venceu a primeira eleição direta a governador pós-Golpe Militar, na condição de oposição, em 1982, estava assumindo seu terceiro mandato no Executivo Estadual, já que sua primeira vitória ao cargo foi em 1958. Apesar da popularidade, possuía uma forte rejeição entre os formadores de opinião, que chegavam a tratá-lo de forma jocosa e debochada. Desnecessário dizer da quantidade de críticas que ele recebeu.

Entre os muitos algozes midiáticos do governador “matador de jacarés” estavam um grupo de ecologistas moradores do bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, e o jornalista Fernando César Mesquita, que acumula atualmente em seu curriculum nomeações para a Anatel, à Secretaria de Comunicação Social do Senado, a porta-voz da Presidência, a presidente do Ibama e a governador do então território de Fernando de Noronha, quando o arquipélago ainda não era parte do Estado de Pernambuco – todas sob as bençãos de José Sarney.

De lá pra cá, muita água rolou por debaixo da ponte e somente em 2014 cinco pescadores de Fonte Boa foram vitimados por ataques de jacarés. Há 13 anos, o Amazonas possuia 25 milhões de jacarés. Considerando o tempo decorrido e a taxa de reprodução dos animais, a população dos répteis deve superar qualquer projeção de nossa imaginação. No estado do Mato Grosso, onde a população de jacarés é de 10 milhões de espécimes, há um abate lucrativo para a geração de trabalho e renda. O preço pago do centímetro quadrado do couro do animal supera a faixa de US$ 5.

Entre cobras e lagartos, continuamos dependentes quase que exclusivamente da Zona Franca de Manaus e fomos incapazes de realizar um plano de manejo sustentável do carne e do couro do jacaré. E ainda somos reféns da gozação de muita gente que consegue ser engraçada demais, mas que não tem qualquer conhecimento de Amazônia, muito menos compromisso com ela.

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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