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0 comentarios | 30 de Junho de 2014

Eduardo Ribeiro 906

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver!

Av. Eduardo Ribeiro, nº 906.

Av. Eduardo Ribeiro, nº 906.

Desde que me mudei para a área, em 1998, aquele prédio era subutilizado e o estado de conservação o pior possível, o que é muito comum na redondeza. São construções antigas, enormes, abandonadas, ou invadidas por moradores de rua. Para minha surpresa, uma obra começou logo depois do início do ano. Primeiro eles retiraram todo o entulho. Despoluíram a fachada, repleta de pichações e cartazes. Trocaram todas as telhas e calafetaram o telhado. E recuperaram portas e janelas, mantendo a conformação original.

Aquela era uma promessa de vida nova num quarteirão que está à mingua, abandonado, mesmo que localizado entre o Teatro Amazonas e a Praça do Congresso. A intervenção parecia ir bem, mas há umas semanas me deparei com uma placa: obra embargada pelo Iphan. Entendo a importância e a necessidade da atuação do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional! Sei que o imóvel está no raio de 1 quilômetro de um bem tombado, o Teatro. Também desconheço o proprietário e suas intenções para com o prédio.

O que questiono é se a medida de embargar a obra contribui com a preservação do bem! Se fizerem um levantamento nos imóveis dos quarteirões vizinhos ao conjunto Teatro-Palácio da Justiça, facilmente se constatará que, pelo menos, 40% deles estão desocupados, invadidos, ou com desvio de uso. Sim, servem de abrigo a todo tipo de atividade que só colabora com a destruição do patrimônio, hospedando moradores de rua, dependentes químicos, em condições sub-humanas. Ou fazendo as vezes de garagem de carrinhos de churrasco e cerveja.

Numa cidade como Manaus, onde o Centro Histórico pode ser vital à cultura e ao turismo, precisamos unir esforços e tomar decisões sensatas. Não se trata de ser permissivo. Mas no caso que observamos, o que é melhor: impedir a obra? Ou proporcionar alguma ajuda ao proprietário, a título de assistência técnica, para que ele se enquadre na lei, naquilo que ela tem de racional? Embargaram uma iniciativa de trazer o prédio à vida! E o que é feito em relação aos prédios abandonados? Eles não são embargados por estarem prejudicando o coletivo? Está na hora de começarmos a agir em favor da cidade e dos seus cidadãos.

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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