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De Que Lado Estamos?

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver!

A quem reconhecemos como nossos aliados?

A quem reconhecemos como nossos aliados?

Eu estava no Rio, no dia 13 de março, quando o subcomandante da Polícia Pacificadora da Vila Cruzeiro, na Zona Norte, foi morto por bandidos com um tiro na cabeça. Dias antes presenciei tiroteios, da Nossa Senhora de Copacabana, entre helicópteros da PM e criminosos do Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul. Chamou-me atenção o perfil do policial assassinado: 27 anos, de família pobre, não conheceu o pai e morou na rua até os 16. Não se deixou ser uma estatística! A morte o venceu! A mídia noticiou, entretanto não houve qualquer movimento popular.

Na última terça-feira, 22 de abril, a morte do bailarino Douglas Rafael, o DG, de 25 anos, provocou protestos dos moradores do Pavão-Pavãozinho. A notícia é que DG teria sido confundido pelos policiais com um traficante e morto a tiros durante uma perseguição. O protesto atingiu as ruas de Copacabana, com barricadas, pneus queimados e tiros. Em Ipanema, se viu quebra-quebra e veículos incendiados. Vários artistas lamentaram a morte do bailarino, que trabalhava no programa Esquenta, da Rede Globo. No enterro do jovem, gritos de "fora UPP matou Amarildo e o DG".

A mãe de Douglas, Maria de Fátima, declarou “vou abraçar essa causa do 'morrão' como se fosse minha.”. O crime foi denunciado à Anistia Internacional. Ouvi, durante a reportagem, alguém gritar: “Nem todo pobre é bandido”. Aquilo me fez pensar que nem todo policial é bandido. Aliás, os adjetivos “pobre” e “policial” podem ser aplicados a vários cidadãos, concomitantemente. Imaginei o porquê da repercussão tão pequena da morte de Leidson Acácio, o  subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro! Talvez porque fizesse parte das atribuições de sua profissão correr riscos! Ele, que em vida contrariou os prognósticos, tornou-se um número da estatística.

Talvez essa indiferença tenha se dado pelo senso comum de que a polícia passou a ser uma inimiga pública, de quem os cidadãos são vítimas. Eles, os PMs, mataram Amarildo! E quantos Douglas, Amarildos, Leidsons e tantos outros foram mortos pelo tráfico, sem virar notícia, antes da abertura dessa caixa preta dos morros cariocas? Mas, pelo visto, os moradores do Pavão-Pavãozinho querem a polícia fora, preferem os traficantes. E nós, de que lado estamos?

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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