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Freud Explica?

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver!

O que fizemos com o Nacional foi uma sessão de autoflagelação...

O que fizemos com o Nacional foi uma sessão de autoflagelação... (Orlando Câmara)

Quarta-feira, véspera do feriado. Arena da Amazônia lotada para assistir Nacional e Corinthians. Uma luta entre David e Golias. De um lado, a supremacia do campeão mundial interclubes de 2012, com uma das maiores folhas de pagamento do futebol brasileiro, senão a maior. Do outro, o nosso Leão da Vila – sem campeonatos, sem grandes números. A torcida amazonense do time paulista compareceu em peso, era a maioria. Ostentava uma bandeira gigantesca: “Nós somos o 12º jogador”.

Como se não bastassem as disparidade, vaiamos o Naça. Dizem que pela má atuação de seus jogadores. Gritamos “olé”. Fizemos tudo o que pudemos para ressaltar ainda mais a inferioridade da equipe amazonense. Somos livres para torcer por quem quisermos, sem ufanismos ou nacionalismos! Mas humilhar o time da casa, de várias maneiras, ultrapassa os limites.

Há menos de um mês e meio estávamos vociferando que tínhamos orgulho em ser descascadores de tucumã e comedores de peixe, num episódio em que uma cliente esperou 30 minutos para ser atendida. Revoltada com a situação, irritou-se, desferindo, ao final de um ataque de ira, o vaticínio de que as pessoas que trabalhavam ali não passariam da condição à qual incorporamos de imediato ao nosso orgulho.

No início de dezembro de 2013, quase declaramos uma guerra, por que o técnico da seleção inglesa de futebol afirmou que Manaus era muito quente. Aos ingleses, que têm uma temperatura média anual de 12º C, não tenho a menor dúvida que o é. Mas aqui, o “statement” ganhou ares de grave ofensa, ainda que nós mesmos reclamemos corriqueiramente das condições climáticas.

Estamos precisando levar nosso orgulho ao divã, para uma longa sessão de psicanálise. Investigar o que nos faz ter orgulho e o que não faz. Saber a quantas anda a nossa autoestima e a nossa aceitação. Encaramos observações que são simples constatações da realidade, ou reclamações procedentes, como desaforos. Mas na hora de somarmos forças ao que é nosso... Confundimos tudo: orgulho, autoestima, respeito e vergonha! Desse jeito, queremos chegar aonde?

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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