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A Indigência Nossa de Cada Dia

Crônicas das terças-feiras do Caderno Bem Viver!

Galeria Espírito Santo

Galeria Espírito Santo (Orlando Câmara)

A atual gestão da Prefeitura de Manaus protagonizou uma solução urbana que parecia impossível: a retirada dos camelôs da rua e a consequente liberação das calçadas. Antes, inúmeras correntes politiqueiras argumentavam que era impossível, o que sempre foi uma muleta para os seus objetivos eleitoreiros. Com a primeira retirada, a estória era outra: “depois da Copa todos eles voltam pra rua”. A Copa passou e o Executivo Municipal continua o processo de movimentação da venda ambulante para as novas galerias.

Quem caminha pelo Centro da cidade nota outra paisagem. Mas ainda há muito a ser feito. Talvez esteja em nosso DNA de marreteiro, migrante-retirante-regatão, essa mania da informalidade e da venda de qualquer maneira. Quem passa pela Eduardo Ribeiro ainda observa a presença de vendedores de pequenas quinquilharias, de relógios, de óculos, e até de cofrinhos em forma de porquinho, com seus panos ou seus tabuleiros, invadindo aqui e ali a área proibida.

Sábado, pude perceber a quantidade de coisas que são vendidas em carros de supermercado: cartelas e mais cartelas de iogurte, café com leite, mingau. Sem a menor condição de higiene ou de conservação. Isso sem falar do comércio ensurdecedor (sim, por que eles gritam) de celulares na frente das principais lojas da avenida – especialmente da Riachuelo e da Bemol. “Compra e venda de celular”, “vendo iPhone 4s, na caixa; preço a combinar”. Peraí, um iPhone? Ninguém desconfia da origem dessa mercadoria?!

Mas os politiqueiros haverão de dizer: “deixa, melhor fazer isso que roubar”. Eles repetiram isso por anos, e preferiam os camelôs na informalidade da rua, do sol e da chuva, para poder melhor negociar o voto. A miséria de muitos é matéria prima da sobrevivência de poucos. E devem dizer o mesmo sobre os flanelinhas, que mandam e desmandam no trânsito do Centro, fazendo fila dupla, parando veículos em local proibido e extorquindo os contribuintes do IPVA, pra não citar aquela lavagem de carro no meio da rua, que só faz deixar a cidade mais imunda!

Sim, avançamos! Mas ainda precisamos fazer muito. Estamos só no começo. Torço que a Prefeitura e que nós, cidadãos, não desistamos!

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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