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Martírios Urbanos

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver

Assim como a biblioteca municipal, centenas de prédios históricos permanecem abandonados no Centro!

Assim como a biblioteca municipal, centenas de prédios históricos permanecem abandonados no Centro! (Orlando Câmara)

Quinta-feira santa, no centro de Manaus. Próximo da Eduardo Ribeiro com a Monsenhor Coutinho. Praça do Congresso. A um quarteirão da base da Polícia Militar. Horário comercial. Comércio funcionando. Em frente à Praça e a um hotel de grande movimento, o prédio da Biblioteca Pública Municipal João Bosco Pantoja Evangelista está em obras há quase três anos. Obras que só viram até agora o tapume, mais nada.

Por volta das cinco horas da tarde, ouve-se uma gritaria do ponto de taxi que serve ao hotel. Eram os taxistas alertando. Alguns desocupados que perambulam pela área invadiram o prédio da Biblioteca, o que não é novidade, já que o fazem sempre, a despeito das ligações dos moradores da vizinhança para as autoridades competentes. Mas dessa vez estavam saindo com peças inteiras dos vidros da janelas, e as carregando como se estivessem realizando uma mudança.

Saíram andando, como se nada estivesse acontecendo. Havia outros lá fora para ajudar a carregar. Os taxistas que gritavam, como nada adiantasse, silenciaram, com medo de alguma represália – uma agressão, uma facada. A vida seguiu seu curso, com a normalidade cotidiana, sem alterações e sem alarmes. E a cidade seguia martirizada. Depois disso, ninguém soube de nada. Foi apenas mais um dos inúmeros acontecimentos corriqueiros no centro de Manaus.

Há pouco celebramos – e com razão -  a retirada dos ambulantes das avenidas Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro. O que parecia impossível aconteceu. Mas ainda falta muito. Nas demais áreas em que ainda permanecem, o número parece ter aumentado, e significativamente. E vejo constantemente os camelôs se queixarem de pouco movimento nos centros comerciais para onde os antigos ocupantes das ruas foram deslocados. E me pergunto: o que temos a ver com isso? A cidade já não foi bastante prejudicada por eles, para quererem uma compensação?

Vez por outra, passo pela Eduardo Ribeiro e percebo pequenas invasões nas esquinas, em especial naquela em frente ao prédio da Caixa Econômica. E no entorno do Mercado Municipal o que não falta é carrinho de obra vendendo fruta, verdura e peixe, que é tratado no meio do passeio público. A cidade sofre e reclama por uma solução, que ainda está longe de acontecer!

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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