Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

  • EM DESTAQUE

0 comentarios | 18 de Agosto de 2014

Pactos

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver!

Quantidade de moradores de rua dependentes químicos no centro da cidade cresce em níveis assustadores!

Quantidade de moradores de rua dependentes químicos no centro da cidade cresce em níveis assustadores! (Orlando Câmara)

Como trabalho de segunda a sábado, normalmente tiro o domingo para a família e para escrever ao jornal. É um dia em que me dedico a pensar naquilo que realmente foi importante durante a semana, ou que tem sido importante, e mereça ser falado. Minhas pautas estão ligadas, de forma espontânea, à cidade! Mas nem sempre é fácil. Há dias em que o assunto simplesmente não vem. Esse último domingo era um desses, um apagão de ideais, onde tudo de relevante parecia ser tão somente a morte de Eduardo Campos, e os novos rumos da disputa presidencial.

Decidi então descer do prédio para espairecer, pegar um ar. Bater uma perna na Feira da Eduardo Ribeiro, em busca de inspiração. Logo depois que passo pelo Teatro vejo alguns flanelinhas lavando carros e ouço um deles gritar para outro, que está na esquina do Palácio da Justiça: “ei, parceiro, traz um beck aí pra nós”. Um beck, no popular, é um cigarro de maconha – mas, pelo que ouço da área, os populares mesmo no centrão são de pasta de cocaína com maconha ou outro tipo de droga que possa ser fumada. Logo na sequência da cena, na entrada do gradil da feira, havia uma viatura da polícia, com alguns militares fora.

Aí não dá pra não falar do assunto ou fingir que ele não existe. Há um grande percentual de reparadores de carro no centro, usuários de drogas, e que, naturalmente, passam a fazer parte da rede de distribuição dos narcotraficantes. Basta dar uma batida pra ver. O número de moradores de rua dependentes químicos cresceu de maneira assustadora nos últimos anos. Mas eles parecem invisíveis aos olhos da gestão pública. Aquela velha história de que todo mundo sabe, mas não adianta fazer alguma coisa, por que não vai resolver nada. Uma espécie de pacto muito semelhante à que fizemos anos atrás, com os ambulantes.

Por algum motivo inexplicável, parece não valer a pena prender o pequeno traficante. Besteira, perda de tempo! Será? Da mesma forma, o crescimento da população de rua parece não merecer atenção! É assim mesmo, mazelas de uma grande cidade! Até quando? Até o dia em que o problema tomar proporções assustadoras e tiver uma solução muito onerosa aos cofres públicos?

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

calendario de entradas

<Anterior Próximo>
setembro 2014
S T Q Q S S D
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30