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Patrimônio

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver

Deixar-nos perceber pelo olhar dos outros pode ajudar a encontrar identidade!

Deixar-nos perceber pelo olhar dos outros pode ajudar a encontrar identidade!

No dormitório do campus da Universidade de Haifa, eu tinha um colega cego, o Mohamed. Quando ele soube que eu era brasileiro, me disse a escalação inteira da seleção de 1970. Alguns anos depois, na Alemanha, saí do hotel de casaco mas, como o sol apareceu, o tirei, e deixei à mostra a camisa que vestia, da seleção canarinho. Era engraçado! Onde eu passava, especialmente por grupos de migrantes turcos, eles acenavam e gritavam “Bebeto”, “Romário”.

Lembro-me de outra ocasião, em Londres, quando dividi o quarto do albergue com um grupo superdivertido. Nigel, australiano, Paul, irlandês, Enrico, espanhol, e Fabio, argentino. Desenvolvemos uma boa amizade e tínhamos altos papos sobre nossos países. E eles, mesmo com um porteño no grupo, sempre me diziam: “Brazil, Rio de Janeiro, futebol e samba”! Nas quatro vezes em que estive no Japão, era comum ouvir, ao ser apresentado, “Burajiru, Pelé né?”.

Assim, minha vivência internacional me ensinou muito sobre “ser brasileiro”. Tanto pelas diferenças culturais, e pela saudade, como pela percepção que os estrangeiros têm de nós. Passei a ter imenso respeito por esse senso comum das boas coisas tupiniquins – todas elas felizes, alegres, vitoriosas. Mas o futebol, em especial, sempre aparecia em primeiro lugar. Éramos vencedores, campeões, não somente por um jogo, uma copa, uma geração, mas por uma sequência histórica de grandes feitos, uma conquista que merecia o respeito e o reconhecimento internacional.

Não posso negar minha decepção na última semana, ao ver o Brasil perder de 7 a 1 para a Alemanha. E depois de 3 a 0 para a Holanda. O problema não foi a derrota. Fomos eliminados em outras copas, antes mesmo das semifinais. Perdemos a final da primeira Copa do Mundo em solo nacional. O que doeu foi o vexame de levar uma surra em casa, com um time de jogadores de valores milionários, mas que não lutaram, apáticos, e não honraram a camisa brasileira. Manchamos uma reputação internacional, que nos rendeu muitos dividendos, inclusive econômicos.

Já não somos o país do futebol, a pátria de chuteiras. Também não exportamos a boa música de Tom Jobim e João Gilberto, substituídos pelos hits internacionais de Michel Teló e Gustavo Lima. Vou torcer que o Brasil aprenda a ser bom em muitas coisas. Deus abençoe o povo brasileiro!

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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