Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

  • EM DESTAQUE

0 comentarios | 28 de Julho de 2014

A Recusa à Paz

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver

A paz depende da atitude de cada um!

A paz depende da atitude de cada um!

Era 1991 e eu vivia minha primeira experiência acadêmica internacional, cursando especialização em gestão na Universidade de Haifa, em Israel! O sol se pondo às oito da noite, a paisagem da cidade, os campos de girassol até onde a vista alcança... tudo era incrível! Lembro da aula inaugural, com um pesquisador que explicava o sentido da saudação de estender e apertar as mãos: “não tenho armas”.

Aquele também seria o ano em que eu sentiria os primeiros sintomas daquilo que eu descobriria se tratar de uma doença crônica, que provocou artrose em todas as minhas vértebras da coluna, além de má formação óssea. Por conta disso, anos depois eu ficaria sem andar por um breve espaço de tempo. As dores começaram lá. E eram insuportáveis. A ponto de eu não conseguir dormir, até ser medicado.

No apartamento em que morávamos, no campus da universidade, meu colega de quarto era o administrador turco Talat, com quem me dei muito bem de imediato. Mas as primeiras noites de crise e de dor, e a impossibilidade de dormir, acabaram por nos fazer brigar. Procurei a direção do campus e pedi a troca de quarto.

Aquilo saiu na urina! As dores cessaram e o tempo foi benfazejo, repleto de conhecimento e de alegria. Meus colegas me chamavam carinhosamente de rabino Orlando, por que eu era uma espécie de chefe da turma. No dia da formatura, eu me sentia radiante e saudoso. Ao receber o diploma, todos vieram me cumprimentar, inclusive meu ex-colega de quarto, Talat, que pediu desculpas. Recusei seu aperto de mão e fiz um gesto de desprezo.

No dia seguinte, no aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, eu embarcava para Frankfurt. E os noticiários anunciavam que Saddam Houssein ameaçava bombardear a capital israelense. Lembrei de Talat e do cumprimento que neguei! Eu estava armado. E me arrependi. Aprendi, ao sair de lá, a lição que me foi dada no primeiro dia! A paz é uma utopia possível, que depende de nós! Muitas vezes ela não tem uma segunda chance!

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

calendario de entradas

<Anterior Próximo>
novembro 2014
S T Q Q S S D
1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30