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7 comentarios | 24 de Fevereiro de 2014

Dez Anos

Crônica das terças-feiras do Caderno Bem Viver!

Calçadas livres

Calçadas livres (Orlando Câmara)

Em 2004, publique aqui mesmo: “Centenas de quarteirões, compreendidos no limite das ruas Luiz Antony, Constantino Nery, Boulevard Álvaro Maia e Duque de Caxias, representarão o maior desafio à capacidade de gestão dos novos detentores do Poder Executivo municipal. O centro de Manaus é um caso raro de concentração dos mais graves problemas que uma cidade pode enfrentar. A degradação do meio ambiente socioambiental e urbano salta aos olhos: Explosão demográfica de flanelinhas; Ocupação marginal dos imóveis; Superlotação dos passeios públicos por vendedores ambulantes...”

De lá pra cá não parei de falar no assunto. Passaram-se dez anos e duas gestões da Prefeitura Municipal, e os problemas só se agravaram. Até que no último domingo assisti ao primeiro e mais difícil passo ser dado na direção de uma nova realidade: a retirada dos camelôs das calçadas da Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro. O que parecia impossível aconteceu. Fui à rua olhar de perto e me deparei com centenas de cidadãos, admirados!

A primeira batalha foi vencida, mas a guerra não está ganha. Ao tomar essa iniciativa, mesmo que cercado de todas as prudências necessárias, o Executivo Municipal vai contra os interesses de uma rede criminosa: contrabandistas, sonegadores, traficantes que utilizavam as barracas como fachada, agiotas, receptadores de pequenos furtos, gangues de estrangeiros ilegais...

Há quem aposte que as calçadas ficarão livres somente até acabar a Copa. Quero crer que tudo depende, em grande parte, de nós; de expressarmos nossas opiniões e nosso desejo. Nós, os cidadãos, somos a maioria. Os camelôs, por maior que sejam, numericamente, não representam sequer 20% da população. Façamos a nossa parte, nos manifestemos.

E o restante das ruas? E aqueles carrinhos de obra e de supermercado que carregam mingau, verduras e café, deixarão de circular? Sim, ainda há muito a ser feito, a começar pelas calçadas, destruídas por uma ocupação irregular de décadas. Isso sem falar de outras mazelas, como os flanelinhas, a limpeza urbana, e o desafio de uma política pública que crie incentivos à ocupação de imóveis no centro.

Não quero ter a Copa como balizador de tempo. Acredito que nós, cidadãos, merecemos uma cidade melhor. E não quero esperar mais dez anos. Vamos à luta!

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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