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3 comentarios | 11 de Março de 2014

#riosurreal

Como uma princesinha que volta ao borralho, o Rio continua lindo, mas muito maltratado. O carioca continua espaçoso, mas perdeu o seu melhor: sua vaidade e sua autoestima. Pelo menos em relação à cidade. Tristes trópicos! 

Primeira de duas semanas de férias no Rio de Janeiro. Já foi um roteiro frequente para mim, mas há alguns anos optei por outros destinos. Retornei este ano e tudo parece uma grande surpresa.

A começar pelo Aeroporto do Galeão, em tal estado de desordem que faz o Aeroporto Internacional de Manaus parecer uma referência de boa qualidade. Desembarques inteiros sem ar condicionado, sem balcão de informações, sem parecer aeroporto. Taxistas oferecendo corrida dentro do terminal de desembarque. Obras em andamento que, se ficarem prontas a tempo, serão entregues para as Olimpíadas de 2016. E em cima da hora. Uma grande bagunça e uma ausência total de autoridade.

Em meio ao Carnaval, principal evento da cidade, onde ela fatura quase US$ 900 milhões, as coisas também não vão tão bem assim. O Sambódromo, reformado, tem em seu entorno um verdadeiro caos. Não é novidade, mas agora está pior. Os novos setores pares só podem ser acessados por um corredor mínimo, repleto de casebres germinados e bares, onde se vê de tudo, até moto com botijão de gás transitando bem na hora da entrada.

O cronista de "O Globo", carnavalesco convicto, detona, na quarta-feira de cinzas, os blocos de rua. Faltou banheiro químico e faltou boa música. Em compensação, sobrou lixo. A cidade viveu uma greve da Comlurb desde a sexta-feira de carnaval. Havia pilhas de lixo nas esquinas, fora o que se via espalhado pelas ruas. O mal cheiro era terrível.

Leda Nagle, que escreve para "O Dia", perguntou em sua crônica: cadê a tal lei do lixo zero? Cadê a qualidade de vida no Rio? Foi exatamente o que me perguntei. Os preços estão altíssimos, inclusive nos supermercados (comparáveis aos de Manaus). Alimentar-se bem na capital carioca custa caro. Acredite! É tudo tão caro que inspirou uma página no Facebook que é um sucesso, a Rio Surreal (www.facebook.com/riosurreal) e deu motivos aos moradores e foliões a criarem o movimento do "isoporzinho", levando bebidas para a folia, pelos preços exorbitantes cobrados pelos ambulantes.


As calçadas não deixam nada a desejar às de Manaus (ainda estamos sem camelôs na Eduardo RIbeiro e na Sete de Setembro?). E, na manhã de quinta passada, saímos de casa e demos de cara com um tiroteio no morro, entre bandidos e helicópteros da polícia, audível e visível da Nossa Senhora de Copacabana. Cena de filme. Sim, o Rio de Sérgio Cabral e Eduardo Paes nem de longe se compara aos piores tempos do Rio de Brizola - é muito pior. E o favorito nas pesquisas eleitorais para governador é o Anthony Garotinho.


Como uma princesinha que volta ao borralho, o Rio continua lindo, mas muito maltratado. O carioca continua espaçoso, mas perdeu o seu melhor: sua vaidade e sua autoestima. Pelo menos em relação à cidade. Tristes trópicos! 

sobre este blog

Blog do Orlando

Sexta cidade mais rica da sétima economia mundial, Manaus, que já ostentou o título de "Paris dos Trópicos", se vê a braços com os problemas de uma grande cidade. Hoje, mais para "Bagdá Equatorial", ela procura soluções para suas questões urbanas, sejam físicas, sejam de propostas de futuro. Estamos nela, falaremos dela!

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