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0 comentarios | 08 de Janeiro de 2014

A armadilha do crescimento

A grande maioria dos empresários pensam em crescer, e se esquecem da rentabilidade e da qualidade de vida. Muitos tem saudades de quando eram pequenos.

Inicio de ano é época de fazermos várias reflexões sobre os 365 dias que passaram, e ao mesmo tempo gerarmos promessas e traçarmos metas para a nova fase que se reinicia. E para os empresários, provavelmente a esperança é de aumento dos seus negócios, custe o que custar. Esse crescimento pode vir de várias formas. Seja pelo avanço do faturamento e da abertura de novas  unidades, ou pela pressão natural dos investidores, quando se trata de uma empresa com ações na bolsa de valores. É nesse momento que mora o perigo, pois a melhor forma de crescimento é a chamada orgânica, ou aquela que não depende de inserção de capital ou investimentos de terceiros. O aumento é proporcionado pelo próprio caixa gerado pela rentabilidade dos negócios. Tenho visto vários empresários “perderem a mão”, pela simples ânsia de querer aumentar a sua empresa a qualquer preço. Não sabem fazer contas, não são organizados e não se planejam. Tudo começa a ficar mais difícil quando se cresce de forma desordenada, principalmente no quesito às pessoas. Um estudo realizado pelo antropólogo Robin Dunbar avalia a capacidade social, ou o tamanho de um grupo que podemos dirigir com tranquilidade. Ele alega que um grupo para se relacionar com franqueza parece ser 150.  Abaixo transcrevo um trecho de sua tese sobre o cerne de ser grande demais: “Com um tamanho maior, você tem de impor hierarquias e regras complexas, e também regulamentações e medidas formais para tentar obter a lealdade e a coesão. Mas, abaixo de 150 pessoas, é possível atingir esses mesmos objetivos informalmente. Com esse tamanho, ordens podem ser implementadas e o comportamento indisciplinado pode ser controlado com base na lealdade pessoal, e nos contatos diretos homem a homem com grupos maiores.” Me permito também resumir uma história contada pelos autores Jack Trout e Steve Rivkin no livro “Reposicionamento”.

Quero ser pequeno

Ele relata um empresário americano que estava no píer de um vilarejo na Costa Rica, quando um pequeno barco com um pescador atracou. Dentro havia vários atuns amarelos muito grandes. O americano cumprimentou o pescador Tico e o questionou quanto tempo ele levou para pescá-los. Eis que Tico respondeu: “Só um pouquinho”. E o americano devolveu: “Por que você não ficou mais, para pescar mais?” E o pescador disse que era o suficiente para cobrir as necessidades imediatas da família. E novamente o empresário “sabe tudo” questionou: “E o que você faz o resto do tempo?”. De bate pronto veio a resposta: “Durmo tarde, brinco com meus filhos, faço a sesta após o almoço.Tomo vinho e toco violão com os amigos”. O americano disse com ironia: “Sou executivo de Wall Street, e posso ajudá-lo. Você deveria gastar mais tempo pescando, pois poderia comprar um barco maior. Com isso você poderia pescar mais e comprar outros barcos. Com o crescimento, em 15 a 20 anos, sua empresa pode estar na bolsa de valores e você venderá ações ao público e ficará muito rico”.

“E aí senhor?” O americano respondeu: “Então você se aposentará, se mudará para um pequeno vilarejo, onde poderá dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os filhos e tocar violão com os amigos.”

sobre este blog

Blog do Oshiro

Aqui você fica sabendo sobre as tendências e as inovações do Desenvolvimento de Pessoas, a cultura do Atendimento com Encantamento, comportamento humano e os meus artigos publicados aos domingos no Caderno Dinheiro do Jornal A Critica.

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