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0 comentarios | 23 de Abril de 2014

Incompetência

O desafio de gerir uma cidade, estado ou nação é infinitamente maior do que fazer gestão em uma empresa privada. Por que não há pré requisitos mínimos para ser politico?

Existem algumas profissões em que a lei protege o seu exercício, em função da complexidade e da importância do conhecimento técnico para que seja colocada em prática. Entre elas estão a medicina, odontologia, advocacia e engenharia. Normalmente estão diretamente ligadas à funções que mexem com a vida humana e que podem colocar em risco à segurança da população. Mas, em alguns casos o exercício do trabalho é aprendida pela lei do erro e do acerto. A Administração é uma delas. Para abrir ou gerir uma empresa não é necessário se ter o diploma de administrador. A maioria dos empreendedores não possui nem a formação básica e conseguem alcançar êxito após varias tentativas frustradas, pois o lado comportamental de nunca desistir, faz com que cheguem ao sucesso. Só que o risco da incompetência é totalmente assumido pelo seu CPF, ou CNPJ criado para dar um nome à sua organização. Agora a pergunta que não quer calar. Por que para gerir uma cidade, um estado ou um país, onde a complexidade de conhecimentos e a competência estão diretamente ligadas ao bem-estar e interesse de milhões de pessoas, não é necessária uma formação mínima?  Para quem é empreendedor, sabe e sente na pele, o quão difícil é obter resultados, por menor que seja a sua empresa. Fazer planejamento, enfrentar a burocracia, pagar as altas taxas tributárias, se adaptar às mudanças rapidamente, vencer a concorrência; enfim, se não vivenciar praticamente 24 horas por dia o seu negócio, e se não buscar conhecimentos ou não se cercar de pessoas competentes, provavelmente irá inabilitar o seu “nome na praça”. Risco total por conta própria. Em tempos de grandes eventos a acontecer em nosso País, ficou claro e visível o descalabro e o despreparo dos nossos governantes em fazer gestão pública. Na realidade isso sempre ocorreu, mas como os acontecimentos são de grandes proporções e existe o padrão FIFA - que nós cidadãos deveríamos exercer -  a falta de competência aflorou. A diferença é que quem paga a conta somos nós.

 Exemplo para todos

Infelizmente nesse setor que deveria ser o exemplo; não cumprir o orçamento e o prazo, errar a execução, enfim, gastar mais do que se pode, é uma prática tão comum, que já é algo aceitável em se falando de gestão pública. Causa revolta, quando você vê os estádios sendo entregues de forma inacabada. Ou obras como a dos aeroportos totalmente “maquiados” para receber os visitantes. O de Manaus, ha um bom tempo são vãos livres, e sem nenhum sinal de que serão ocupados com estrutura a ponto de se tornar utilizável em 100% da sua complexidade. E para deixar as coisas piores e revoltantes, a empresa que administra a garagem do local, desafia a população, as autoridades e as leis, e cobra o que quer do sofrido povo que não aguenta mais tamanha falta de respeito.

Diante de todos esses fatos, onde o estádio da abertura da copa é “entregue” sem vinte mil lugares, e visivelmente inacabado a menos de dois meses do inicio do evento, chegamos a conclusão de que gestão e política devem caminhar juntos. Para ocupar um cargo público, o principal pré requisito deveria ser, ter um diploma de administração pública. Infelizmente é perceptível que quem continua no poder é quem sabe fazer política. Quem é gestor e mais técnico, não consegue se reeleger. Enquanto o interesse próprio estiver acima da população, ainda teremos vários casos como o da Petrobrás “estourando”, e vivenciando obras como o acesso ao estacionamento do aeroporto de Manaus sendo refeitas. Não havia rampas no meio fio, para passar malas com rodinhas. Durma se com um “barulho” desses.

 

 

sobre este blog

Blog do Oshiro

Aqui você fica sabendo sobre as tendências e as inovações do Desenvolvimento de Pessoas, a cultura do Atendimento com Encantamento, comportamento humano e os meus artigos publicados aos domingos no Caderno Dinheiro do Jornal A Critica.

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