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2 comentarios | 28 de Julho de 2014

Temos o abacaxi!

A ZFM de Manaus foi renovada por mais 50 anos. E agora? Como iremos transitar para um plano B, um modelo de protecionismo que em tempos atuais não existe mais. Literalmente temos um "abacaxi" nas mãos, e que dele podemos fazer um diferencial. Basta pensar fora da caixa!

Me recordo dos tempos em que Manaus era conhecida nacionalmente pela sua zona franca de produtos eletrônicos, e que recebia milhares de turistas em busca dos convidativos preços que a isenção de impostos proporcionava. O mais atrativo eram os famosos vídeo cassetes - G9 e depois G21, de duas, três ou quatro cabeças - que eram sonho de consumo de dez entre dez brasileiros. Era a famosa Miami nacional. Nessa época eu não morava aqui. Quando eu retorno ao sul atualmente, ainda me perguntam se aqui os preços dos produtos continuam diferenciados. Essa é a lembrança que ainda fica, dos áureos tempos do livre comércio, que recebia milhares de visitantes à nossa cidade. A bonança passou, o turista ou compradores diminuíram, e a sustentabilidade se baseia tão somente no modelo protecionista do Distrito Industrial, na qual, daqui alguns dias, definitivamente se ganha mais cinquenta anos de sobrevida. Autorização esta, que na realidade devemos fiscalizar, pois outras leis criadas, podem indiretamente ir tirando essa vantagem que está sendo renovada atualmente.

Mas, e o plano de transição, para que não fiquemos a depender tão somente desse protecionismo para sobreviver? Em uma conversa recente com o estudioso Denis Minev, uma informação passou a me tirar o sono. Relata ele, que cidades que antes eram conhecidas como industriais, e que tiveram esse modelo extinto, praticamente chegaram ao fundo do poço para depois se reinventarem. Essa lacuna, em alguns casos durou em torno de vinte anos, e nesse período a população caiu em alguns casos pela metade. Um exemplo recente é a cidade americana de Detroit, antes conhecida como centro fabricante de carros, e hoje falida. E de tempos passados temos referências de Glasgow na Escócia, e Manchester na Inglaterra.

Deixando um pouco o histórico, e com vistas a o que pode ser feito ao longo desses cinquenta anos de possível trégua que nos foi dado, o desafio é fazer uma transição sem traumas e sem passar pelo que essas cidades irmãs em modelo vivenciaram.

Dos pesadelos que o assunto traz, em alguns momentos passo a sonhar, do que poderia ser feito para que tenhamos dias futuros mais tranquilos.

 Gastronomia

O turismo que é uma das nossas “saídas” para o problema, normalmente é muito movimentada pela gastronomia. Key West na costa americana é conhecida pela sua famosa torta de limão. O açaí é muito mais lembrado como sendo de Belém do Pará, onde inclusive o mercado “Ver o Peso” é visitada mundialmente pelas suas especiarias gastronômicas. O acarajé é a marca registrada de Salvador. O pastelzinho de Belém é lembrado pela região de mesmo nome em Portugal. E nós temos o abacaxi mais saboroso do mundo. E não divulgamos, e nem a transformamos em diferencial turístico para o mundo vir experimentar. Poderíamos ter a festa do Abacaxi, assim como Florianópolis tem a “Semana do Camarão”, e São Paulo tem o seu período de comemoração da Pizza. Os turistas poderiam dizer: “Se vai para Manaus, não esqueça de comer o abacaxi!”. Mas, para isso é necessário sair da inércia e montar um plano de negócios e divulgação, não somente com o abacaxi, que nesse caso é apenas uma ideia para servir de exemplo. Temos vários outros diferenciais que precisam ser explorados de maneira séria e com competência. Se já fizemos “mais ou menos” isso com a Copa do Mundo, acreditamos que podemos fazer diferente, para que nossa cidade não tenha que vir a depender de canetadas em Brasília. Temos exemplos assustadores de cidades que demoraram para transitar, e modelos acima citados que podem ser oportunidades. Se não agirmos a tempo, o nosso diferencial pode azedar. E podemos morrer com um abacaxi nas mãos!

sobre este blog

Blog do Oshiro

Aqui você fica sabendo sobre as tendências e as inovações do Desenvolvimento de Pessoas, a cultura do Atendimento com Encantamento, comportamento humano e os meus artigos publicados aos domingos no Caderno Dinheiro do Jornal A Critica.

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