Inicio de ano é comum as pessoas alinharem novas expectativas, anseios e desejos. Na maioria das vezes acaba sendo apenas a euforia de ano novo, vida nova. Os objetivos costumam ficar apenas na mente, e ao longo dos meses vai caindo no esquecimento dos imprevistos e obstáculos, que colaboram para tirar o foco do que é o mais importante no novo período.
Ter uma meta clara, mensurável e desafiadora faz uma grande diferença. Tente pelo menos uma vez na vida, seguir o roteiro de quem já adotou essa prática, e você terá uma fiel referência de que o ano foi bom ou não.
Mas, para os poucos que ainda conseguem levar a sério essa questão de metas no ano, um porcentual ainda menor conseguem chegar lá. Na realidade, estudos são feitos constantemente para entender o que está por trás do engajamento das metas por uns, e por outros não.
Compromisso emocional com a meta
Primeiramente, deve haver um comprometimento emocional e sincero com o seu desafio. E nesse ponto começa a primeira descoberta, pois todos normalmente encaram o objetivo como um mero número. É preciso conectar o número a algo subjetivo, que crie uma conexão sentimental com o dono do desafio. E como criar essa ligação? Ela pode ser intrínseca, ou seja, a meta estar conectada com a missão e valores do seu criador. Essa motivação vem de dentro, é algo que transcende inclusive as recompensas financeiras. Steve Jobs utilizava muito esse apelo em suas metas. “Este é um computador fantástico” ou “Esta é uma forma incrível de se divertir”. Essas declarações apaixonadas, é que o movimentava em busca de sempre criar algo que pudesse revolucionar o mundo da tecnologia.
Outra forma de ligação é a pessoal. Quando conectamos a meta à um indivíduo, existe um elo emocional com alguém muito querido. Um ótimo exemplo, é a de uma senhora de 80 anos que recebera a notícia que estava com câncer, e que teria poucos meses de vida. Logo após essa informação, a filha de 60 anos tomou conhecimento que também estava com a temida doença, mas que tinha uma expectativa de vida maior que a mãe. A genitora morreu depois da filha. O que explica isso? A imensa conexão e meta pessoal da mãe, em ter que viver mais que a sua cria, para poder cuidar dela antes de partir. Isso explica talvez, aqueles milagres que não conseguimos entender, de pessoas que se curam de doenças, ou vencem desafios em busca da sobrevivência.
Meta ligada a premiação
E a terceira forma de se conectar com a meta é criar uma ligação extrínseca. Essa é mais comum e utilizada, principalmente com objetivos corporativos. Nesse formato, a metodologia é premiar com algo material quem consegue alcançar suas metas. Para resumir os três aspectos, e entender por que você se importa com tal meta, responda a sequência de questionamentos. Trata-se de algo que você simplesmente gosta de fazer, ou você esta fazendo isso por alguém ou está realmente atrás da compensação?
Se você trabalha com objetivos de empresas, tente aliar imagens subjetivas por trás de um mero número. Criar adesivos, broches e faixas mostrando somente os 29% de crescimento que sua organização quer atingir, provavelmente não engaja ninguém. Substituindo o mero número 29 por imagens de uma empresa maior, a sala de jogos ou o novo refeitório que possivelmente possa se construir com o alcance do desafio, provavelmente irá comprometer mais os colaboradores. Existe algo subjetivo e emocional por trás de um mero número e das mentes humanas. Quem entender, prosperará.