Existe uma tese na qual diz, que nós levantamos todos os dias desesperadamente em busca do sucesso e fama, a qualquer custo e preço. Correto? Errado! Talvez para um grupo de pessoas, esse seja o objetivo de vida. E provavelmente, já tenha enviado o seu vídeo, dezenas de vezes para o “Big Brother” que iniciou essa semana. A intenção não é questionar e polemizar o programa, até porque pela sua existência ao longo de onze anos, deve justificar uma boa audiência e faturamento para a detentora dos seus direitos de realização no Brasil. O foco é analisar o comportamento e anseios de pessoas, que vivem permanentemente em busca do glamour da fama e das câmeras de TV e fotógrafos. Buscar o sucesso não é errado, mas é importante refletir que ele deve ser construído através de diferenciais sólidos que justifiquem o seu estrelato. Quando os dez minutos de fama caem no “seu colo” de repente, e não existe sustentação para isso, a queda pode ser desastrosa e causar sérios problemas psicológicos.
O BBB talvez seja o caminho mais curto de oportunidade para virar uma estrela global. Isso do ponto de vista, dos que possuem o comportamento e os valores pessoais em busca do sucesso a qualquer preço, através dos flashs e capas de revistas. Em compensação, existe um grupo de pessoas, que nem se pagassem fortunas para estar em um programa desse gênero, aceitariam.
Amantes do BBB
Daí, a polêmica do assunto que costuma invadir o espaço democrático das redes sociais em tempos de BBB. Os que amam e detestam tal exposição se degladiam, e trocam ofensas em plena “praça pública”. Aliás, o youtube, os blogs e os “facebooks” da vida, são também meios de exposição, que podem levar a fama; de forma coerente ou não.
Em todos os segmentos, existe uma estatística reveladora, na qual diz que apenas 2% de uma amostragem de profissionais ou pessoas de qualquer segmento, conseguem se destacar por alguma coisa. Dentre eles, estão empresários, artistas, jogadores de futebol, escritores, cientistas, e por aí vai. Até no BBB, esse porcentual tem uma correlação. Dos doze programas passados, podemos citar apenas Sabrina Sato, Juliana Alves e Grazielli Massafera, como personagens que ainda sustentam algum destaque nas programações de TV. Alguns poucos ainda tiveram um tempo extra de exposição na mídia, e outros saíram direto dos poucos minutos de fama, para o anonimato.
O anonimato
O problema é que para esse grupo de pessoas que aceitam se expor de tal forma em busca do sucesso; sair das telas da maior rede de TV do país, e voltar a levar uma vida normal, é o maior desafio. Além do rótulo eterno de ex-BBB, que talvez mais prejudique do que tragam créditos atualmente, o desafio é administrar psicológicamente a perda da oportunidade que passou, e do gostinho dos tão desejados “flashs” que literalmente, também acendem e apagam em milésimos de segundos. A fama deve ser construída de forma sustentável e com diferenciais técnicos e comportamentais. E para quem a possui, não se percebe, e rotineiramente ela continua a levar uma vida normal e cada vez mais, acrescentando melhorias contínuas em seu dia a dia. O maior sucesso que uma pessoa pode ter, é fazer algo que realmente goste, esteja em paz com sua consciência, e por consequência, obtém um rendimento e uma credibilidade perante a sociedade. Quando a fama e a exposição na mídia vem antes, administrar a possível queda é o maior desafio dos profissionais. A sequência correta é primeiro o sucesso interno, depois com o público. Quando o segundo vem antes, e não tem sustentabilidade, quem paga a conta é a “cabeça” da pessoa. Alerta vermelho aos alpinistas de circunstâncias!