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2 comentarios | 14 de Janeiro de 2013

Os que não esquentam banco

Alguns profissionais não param muito tempo no emprego. No jargão do RH, são conhecidos como os que não esquentam banco. Ter uma grande rotatividade no curriculo não é bom e prejudica a imagem do profissional.

Você provavelmente deve conhecer algumas pessoas, na qual, todas as vezes que encontra, ele está ou desempregado, ou trabalhando em outra empresa diferente da qual comentou na ultima vez que se falaram. Ele é integrante do time que infelizmente “não esquentam o banco” das organizações. Uma pesquisa realizada pelo site curriculum.com em 2010, constatou que a maior causa de demissões é o comportamento inadequado. Foram pesquisadas 417 empresas, e 34,1% dispensam seus funcionários por causa de atitudes ligadas a mau comportamento. 28,1% relataram que demitem por baixo desempenho, e 20,4% afirmaram que a falta de alinhamento com os valores e objetivos da companhia determinam a saída. De acordo com os números apresentados, fica provado mais uma vez, que os profissionais são contratados pelo conhecimento, e demitidos ou promovidos pelo comportamento. Existem também as demissões em massa, que são provocadas por fatores externos, normalmente ligados a economia do país, e que saem da zona de controle de qualquer profissional. Mas, até nesse momento crítico, os bons funcionários e os talentos as empresas buscam preservar.

Conhecimento técnico

Em setores, onde o conhecimento técnico é um pré-requisito fundamental, os gestores se vêem em apuros, pois, é onde mais se tem a falta de habilidades comportamentais para se trabalhar em equipe e se relacionar em harmonia com o grupo. Os segmentos que mais sofrem são financeiro, produção, engenharia e TI.

Quem sofre da síndrome da eterna demissão, deve fazer uma reflexão e buscar a causa em si próprio. É normal, jogarmos a culpa na empresa, nos chefes ou até no sistema econômico brasileiro. É natural que um dia a demissão possa acontecer, mas se você não costuma passar mais do que um ano em qualquer organização, é necessário fazer essa avaliação, e procurar enxergar, onde possa estar a sua oportunidade de melhoria.

A maioria das causas provavelmente estará nos comportamentos nocivos à sua pessoa. Entre eles pode estar a arrogância, a intolerância e a impaciência. É muito comum existirem profissionais fantásticos em batimento de metas – importantíssimo para as organizações – mas com o relacionamento destruído face às atitudes citadas anteriormente. Chega um momento, em que a empresa tem que escolher pela harmonia da equipe, ou a permanência do “artilheiro” criador de casos e confusão. Isso lembra um pouco a futebol, não?

Tem que ser do meu jeito

Muitos não conseguem também ter a habilidade de convencer as pessoas, e acham que o seu jeito e a forma de pensar é o correto. Às vezes até indo contra a cultura da empresa. Já cansei de receber ligações de conhecidos e amigos, que no auge do stress ligam, para perguntar se eu sei de alguma oportunidade no mercado, porque já não aguenta mais estar naquela organização. Simplesmente respondo: “Você está de cabeça quente, não tome nenhuma decisão agora! Se possível vá para casa e refresque a mente”. Quem não consegue administrar esse lado emocional, pede demissão, e aumenta a lista de empresas que irá compor o seu histórico profissional no currículo.

Infelizmente não aprendemos a lidar com esse equilíbrio nas escolas, e esse item é o que faz a grande diferença nos que se destacam no mercado. Em último caso, vai uma dica: Sob pressão tente lembrar dos nomes dos 7 anões. Estudos relatam que nos 6 segundos que precedem o “pavio estourar”, cometemos os maiores erros. Ao desviar a atenção, você evita realizar qualquer ato insano. Experimente! A sua empregabilidade agradece.

sobre este blog

Blog do Oshiro

Aqui você fica sabendo sobre as tendências e as inovações do Desenvolvimento de Pessoas, a cultura do Atendimento com Encantamento, comportamento humano e os meus artigos publicados aos domingos no Caderno Dinheiro do Jornal A Critica.

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