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Plano R

Revista nacional questiona a sustentabilidade da Zona Franca. O que podemos fazer que só dependa de nós?

A revista Exame dessa semana traz uma reportagem de capa, que questiona a existência do modelo Zona Franca implantada ainda na época que a seleção brasileira de futebol ainda não era tricampeã do mundo, e os Beatles dominavam as paradas de sucesso em 1967. Com essa analogia, que a publicação abre a sua matéria. Calma! Não se trata de nenhuma reportagem depreciativa, mas sim, perguntas que devem urgentemente levar nós amazonenses a uma séria reflexão. Na época, o projeto foi criado para atrair empresas com benefícios fiscais para tornar a economia local competitiva em meio a uma floresta, e também pelo fato dos militares temerem que uma Amazônia isolada e despovoada, despertasse a cobiça dos estrangeiros. De fato, o modelo criado serviu para proteger o desmatamento, tanto é que, dos estados da região, nós somos o que mais preservamos as nossas matas com apenas 2,4% de proporção de área devastada até 2012, contra 40,6% de Rondônia e 75,4% do Tocantins.

O que a revista coloca em xeque, é que os benefícios criaram uma zona de conforto e uma dependência da região, em cima de um modelo praticamente falido em uma era de globalização. Segundo o economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Manaus opera com déficit de 9 bilhões de dólares, pois as empresas aqui instaladas importam cerca de 10 bilhões de dólares por ano em matéria prima  e exporta 1 bilhão. Segundo a revista, o prefeito de Manaus – Arthur Virgilio -  veio em defesa da empregabilidade da região, juntamente com Carlos Lauria – diretor da Nokia. E que pelo fato de termos 127 mil empregos diretos e 500 mil indiretos, por si só, já justificaria o modelo. Opiniões a parte, a realidade é que temos que trabalhar projetos paralelos, para cada vez mais, irmos dividindo o bolo da sustentabilidade da região. Empresas privadas que não conseguiram se inovar constantemente, simplesmente fecharam as portas, ou já estão na sobrevida. Entre os exemplos que lutam para continuar, podemos citar a IBM, que nunca acreditou que os computadores poderiam virar produtos caseiros, e a Kodak, que chegou a inventar a máquina digital, mas não lançou; pois achavam que migrar para esse sistema, tiraria a liderança deles. Muitos especialistas declaram, que em nome da inovação, às vezes é necessário dar o “tiro no pé”. O problema é ter coragem para agir assim. Há tempos, escrevi um artigo intitulado de “Plano B”, onde questionava, o que estávamos fazendo para diminuirmos essa dependência das canetadas dos políticos.

Exemplo Bonito

Nas ultimas férias de Dezembro, tive oportunidade de visitar a cidade de Bonito-MS, e verifiquei in-loco de que isso é possível. Imagine um local que teve a capacidade de transformar em regras, as leis da sustentabilidade, tanto ecologicamente como financeiramente. A começar pela estrada impecável e bem sinalizada, passando por hotéis com infra estrutura excelente, e guias extremamente competentes e treinados. Passado tanto tempo e não ver nada feito, o plano B, virou plano R. Já estamos quase no final das letras do alfabeto. Não esperemos que ela se acabe, juntamente com o local em que vivemos. O “R”é de reinvenção e de reposicionamento. Em nome da sobrevivência.

 

sobre este blog

Blog do Oshiro

Aqui você fica sabendo sobre as tendências e as inovações do Desenvolvimento de Pessoas, a cultura do Atendimento com Encantamento, comportamento humano e os meus artigos publicados aos domingos no Caderno Dinheiro do Jornal A Critica.

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