Um assunto de extrema importância para o mundo e especialmente para os católicos encontra-se na ordem do dia das discussões: a sucessão de Bento XVI, o papa alemão que de forma inopinada e surpreendente renunciou ao pontificado no início do mês de fevereiro, abrindo em seguida o processo de sua sucessão.
Pela surpresa e raridade - são muito poucos os casos de renúncia do Líder Maior da igreja Católica - da atitude, as autoridades eclesiásticas do vaticano ao serem confrontadas com o fato se mostraram um tanto quanto desorientadas, porém, já retomaram a normalidade que o caso admite haver e desencadearam as medidas para abertura do conclave, o qual deverá ser antecipado.
Apesar da alegação de sua Santidade de que o motivo para a renúncia fosse seu estado debilitado de saúde e sua idade avançada, muitas foram as especulações que se formaram em torno da real motivação para o acontecido. Haja vista que, a Igreja Católica, nos últimos anos, vem sendo enredada com notícias acerca de corrupção no Banco do Vaticano, com atitudes de traição por alguns próceres da cúpula daquela Instituição (notadamente pelo Secretário particular do Papa, Paolo Gabriele, que chegou a ser preso e depois anistiado pelo Pontífice), assim como por notícias de pedofilia dentro das hostes eclesiais envolvendo padres, bispos e até cardeais, uns pelo envolvimento com esses acontecimentos e outros por acobertamento em relação aos mesmos. Tais fatos foram de maior notoriedade no seio da Igreja dos Estados Unidos. Ocasionando, inclusive, a discussão de o Cardeal americano, Roger Mahoney, poderia/deveria ou não participar do Conclave que escolherá o substituto de Bento XVI.
Se sabe por informações externas (vide a obra “O Nome da Rosa” , de Umberto Eco) que a Igreja Católica tem em seu histórico inúmeras atitudes confusas ou até contrárias à sua pregação de humanismo, fraternidade, pacifismo, etc, com especial relevo quando se enfoca o episódio da “Santa Inquisição”, onde muitas foram as atrocidades cometidas aos que se mostravam contrários aos valores pregados pela Santo Madre Igreja. E até mesmo de fontes internas, como estão a mostrar os Arquivos Secretos da Santa Sé recentemente divulgados pelo Vaticano.
O que resta ao mundo esperar é que o Conclave se desenvolva de forma a escolher um Condutor Firme para enfrentar esses desafios mostrados acima e, afinado com as questões atuais que afligem o povo católico/cristão, como o celibato, o aborto, o casamento gay, etc. Pois, dessa escolha resultará sem dúvida alguma o futuro brilhante ou claudicante de uma Igreja de suma importância para os destinos do mundo, pois quase 1/5 da população se enfileiram nela, sendo uma viga mestra para o norteamento dos valores humanos.
Um abraço a todos.