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0 comentarios | 04 de Setembro de 2014

A verdadeira independência que queremos

Estamos nos aproximando das datas comemorativas da elevação do Amazonas à categoria de Província (05.09) e da Independência do Brasil do Reino de Portugal (07.09). Isso faz com que reflitamos se o País que queremos é o que temos. Com suas virtudes, bonanças e exemplos de sucesso, entremeado com aspectos negativos que o maculam, isto é, sua falta de infraestrutura, a violência e os altos índices de corrupção que o assolam.

Não temos dúvida de que em vários aspectos nosso país dá mostras de ser uma nação pujante, sendo a sétima ou oitava economia do mundo, como também sendo o maior exportador de carne do planeta, com forte presença no chamado agronegócio, na exportação de minérios, de soja, de açúcar e café, de automóveis, de aviões, etc. Porém, mais de 50.000,00 (cinquenta mil) brasileiros – em grande parte jovens -  morrem assassinados todos os anos em nosso país, a distribuição de renda é uma das piores na escala mundial, nossa infraestrutura em termos de serviços públicos é precaríssima, nossa carga tributária é comparável aos países desenvolvidos, apesar do retorno miserável em atendimento público aos contribuintes. Isso tudo você já ouviu em algum lugar. O questionamento que se coloca é como sair dessa armadilha.

Eu afirmo, com certeza, que não será apenas fazendo uma boa escolha em 05 de outubro vindouro, quando escolheremos os futuros: Presidente da República, Governador do Estado, Senador, Deputados Federais e Estaduais. Isso com certeza contribuirá para o alcance do País Independente e pujante que queremos. Todavia, precisamos de um envolvimento de perto nessas questões, principalmente, necessitamos envolver os jovens no objetivo de melhorar ou extinguir as mazelas citadas acima.

Antônio Ermírio de Moraes (grande empresário brasileiro, falecido há poucos dias), em sua obra “Todos Somos Responsáveis”, pela Editora Gente, nos afirma que o Brasil tem exemplos de coisas boas tanto na iniciativa privada (Vale do Rio Doce), quanto na pública   (Embrapa). E que deveríamos fazer o esforço de mostrar aos mais jovens os exemplos positivos que temos, inclusive levando-os, pessoalmente, a conhecer tais empreendimentos.

Não tenho dúvidas de que atitudes desse tipo ajudariam a termos uma sociedade mais dinâmica e devotada às nossas causas mais caras. Daí ser importante, também, procurarmos praticar e incentivar o voluntariado nos mais diversos campos: na educação, na saúde, na assistência social e até no apoio individual, pois, muitas das vezes, uma palavra amiga é o suficiente para fazermos um ser humano mais feliz. Não podemos nós, classe média e os mais abastados, ficarmos enredados em nosso próprio umbigo afirmando: pago o meu condomínio!  a escola particular do meu filho!  a previdência privada de minha família!  etc, portanto não tenho nada a ver com esse mar de miséria!  chamem o governante de plantão! Não considero essa a melhor atitude, e sim, a solidariedade, o respeito com o próximo, o dar a mão a quem precisa, sem descuidar de ensinar o melhor caminho a seguir na trajetória proposta.

A busca pelo País e Estado independentes que queremos deve importar em mudanças de atitudes nossas, inclusive na cobrança constante daqueles que vão nos governar a partir do próximo ano, com a escolha criteriosa que faremos no próximo 05/10. Se apenas votarmos e os deixarmos livres para fazer o que quiserem, continuaremos assistindo aos inúmeros escândalos que se apresentam aos nossos olhos quase que diariamente. Sejamos sempre vigilantes, não custa nada a remessa de um “email”, de uma mensagem via celular, de uma carta aos nossos governantes e aos nossos representantes no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa, para cobrarmos atitudes sérias, legítimas e honestas com a causa pública e até privada.

Assim sendo, não apenas torçamos por um país melhor, sendo imperativo, ainda, nos envolvermos com atitudes práticas para buscarmos a verdadeira independência que  sempre sonhamos: com uma economia estável, um nível de distribuição de renda equilibrado, infraestrutura adequada, serviços públicos eficazes, educação de primeira linha, menos violência, mais oportunidades de emprego, enfim mais desenvolvimento em todos os sentidos. Mãos à obra.

Abraço a todos.

Otávio Gomes.

sobre este blog

Blog do Otávio Gomes

Este blog tratará de assuntos do cotidiano das pessoas no que diz respeito aos assuntos mais palpitantes do momento, procurando destacar temas ligados ao sistema jurídico brasileiro, com enfoque para o direito do consumidor, tema que ganhou nova dimensão a partir da vigência do Código de Defesa do Consumidor. Todavia, é do interesse de quem assina o blog que haja indicação de temas por parte dos leitores, posto que se este espaço se propõe democrático

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