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0 comentarios | 30 de Junho de 2014

Chegou a hora do desfralde

Chegou a hora do desfralde

Chegou a hora do desfralde (Divulgação)

Eu confesso: estava verdadeiramente ansiosa para me livrar das fraldas. Já não suportava carregar uma tralha extra em uma bolsa que não combinava com minha roupa, rsss. Mas é sério, o dinheiro investido nas fraldas também estava apertando o bolso e frequentar lugares que não possibilitavam a troca, era um terror.

 Eu tinha que me virar em banheiros pequenos, sem bancadas para colocar a bolsa ou a criança.

 Quando percebi os primeiros sinais de que estava na hora de começar o desfralde não contei conversa. Com a Helena, minha filha mais velha, o processo começou na creche, logo que completou 2 anos. Minha contribuição era mandar roupinha extra para escola e a noite vencer o sono e cansaço para monitorar o “xixi” no colchão. Foram menos de dez dias que para mim parecera um ano, rssss.

 Durante a madrugada, a rotina era levantar diversas vezes para levá-la ao banheiro ou quando chegava tarde demais, tinha que fazer a troca do lençol de cama e do pijama. Teve noite que cheguei a trocar 3 vezes e confesso que pensei em desistir, mas sabia que se interrompesse o processo teria que recomeçar novamente, então era melhor continuar o sacrifício.

No final do processo, que durou sete dias, a Helena não fazia mais xixi na cama. Cada noite sem xixi era uma festa lá em casa, afinal minha filhota estava virando uma mocinha. Fiquei muito feliz e orgulhosa dela e de mim, por ter persistido, mas é claro que de vez em quando ela esquece de levantar e ainda molha o colchão, mas com quase 5 anos isso é cada vez mais raro.

 Com a Júlia, minha caçula, dei início ao processo em casa mesmo. Ela também havia completado 2 anos, mas dessa vez foi bem mais “dramático”, rssss. Ela fazia o “número um e até o número dois” na calça. Eu explicava que princesa usava o troninho (penico), mas ela dizia que não era princesa. Lavar as roupinhas sujas era o mais estressante, mas eu persisti.

 Por incrível que pareça ela não molhava a cama a noite, o difícil foi tirar a fralda no período do dia. A estratégia adotada foi levá-la ao banheiro comigo, para que ela visse como era o procedimento, rsss.

 Eu me controlava para não pressioná-la, mas admito que era difícil ficar de boca calada quando ela aparecia toda suja. Também comprei calcinhas das princesas, para atrair a atenção dela, troquei as roupas difíceis de vestir por shorts de algodão e a cada xixi no pinico, fazíamos uma verdadeira festa, com muitos elogios e beijos.

 Depois que ela pegou gosto minha meta era migrar do pinico para o sanitário, afinal estava cansada de lavar penico. Comprei vários adaptadores para o vaso sanitário, mas a Juju preferiu seguir o exemplo da irmã mais velha e usava sem redutor.

 Com o fim do processo senti alívio e os apuros dentro dos banheiros diminuíram. É claro que justo na hora do almoço eu ainda ouço o grito de mâaaaae terminei, rsssss, e eu tenho que sair correndo para limpá-la, mas tudo isso faz parte.

 Bem, a lição que aprendi dessa história toda é que para alcançar o sucesso no desfralde é preciso esperar o momento certo. A criança precisa ter capacidade física para segurar as necessidades e mais do que tudo é preciso manter a calma e não pressionar. Embora existam crianças que conseguem passar por esse processo com 1 ano e meio, outras só vão estar prontas depois de completar 3 anos e lembrando que para os meninos essa fase pode ser ainda mais demorada.

 É o que conta a Mariane, cujo sobrinho – o Danilo – só conseguiu abandonar a fralda por volta dos 4 anos.

 “Com o xixi, foi tranquilo. Deixou bem mais cedo. Mas pra fazer cocô... Nossa, só eu sei o que a Lívia (minha irmã) passou”, conta.

 Danilo chorava e não sentava de jeito nenhum em troninho ou vaso sanitário. Tinha uma verdadeira aversão àquele processo. O jeito era colocar fralda só pra esse momento.

Até que com um pouco mais de 4 anos, um belo dia, ele resolveu tentar usar o vaso. E deu certo. Foi só comemoração. Hoje, ele leva o tablet pro banheiro e esquece do mundo. A gente só lembra quando ele chama: mãããe!!! Acabei.

Tomara que com Nicolas seja mais tranquilo.

Por Karlla Marinho