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0 comentarios | 27 de Junho de 2014

Criança, gato e cachorro: pedaços de Deus na terra

Eu só consigo ver pontos positivos na convivência de um cão ou gato com um ser humano

Julia acariciando Chico

Julia acariciando Chico (Acervo pessoal)

Eu só consigo ver pontos positivos na convivência de um cão ou gato com um ser humano. Tenho bichos desde a infância, e no período da vida adulta em que não tive nenhum bichinho de estimação eu, juro, era uma pessoa mais tristinha, mesmo rodeada de amigos. É coisa de alma e inexplicável: eu gosto muito de gente, mas realmente não vivo em minha plenitude sem animais de estimação por perto.

Grávida, eu tinha três gatos. No fim da minha gravidez, meu gato mais velho, o mais amado, que eu trouxe de Sampa comigo, teve uma crise renal fulminante e morreu em uma semana. Sofri muito, passei um mês chorando e, por conta de toda essa emoção, minha filha acabou nascendo três semanas antes da data prevista.

Minha família toda adora animais e todos têm bichos de estimação em casa. A família do pai da minha filha não tem essa convivência e chegaram a conversar comigo dizendo que havia muitas doenças que meus gatos podiam passar para ela. Explicava com toda a traquilidade que estava amparada por todas as certezas médicas de meu coração, de minha alma, da obstetra e do pediatra que meus bichos só iriam trazer benefícios para minha filha.

E assim é até hoje. Agora temos gatos e cachorros. Minha Catarina é uma criança alegre, atenciosa, segura, com um sentimento de compaixão incrível por seres humanos e animais. Muitas dessas qualidades, tenho certeza, ela adquiriu pela convivência estreita com animais desde a barriga. Vejo crianças da idade dela com problemas na fala, com medos e inseguranças, fugindo quando avistam um gatinho ou cachorro e tenho pena. Pena porque sei que criança criada com medo de animal é assim porque adultos fazem ela ter medo ou nojo. Toda criança é naturalmente amante de animais.

Hoje temos cachorros e gatos. Resgatei nossa primeira cachorra quando Catarina tinha 3 anos. Ela ama a Chiquinha de paixão (o Harry também). Mas cachorro, ainda mais que gato, dá um trabalhão. Tem de passear, limpar o cocozão e muitas vezes não fazem xixi em cima do jornal. Mas a maluquice e alegria de um cachorro compensa tudo isso.

Quanto a gatos, ah, gatos. Sou mais louca ainda por gatos do que por cachorros. E assim é minha filha, uma gatófila de primeira. Gato não dá trabalho nenhum: faz coco e xixi na caixinha de areia. E tem o ronronado, que minha filha costuma dizer que é seu barulho favorito no mundo. Meu também.

Pedi para duas amigas queridas (a Jennifer, resgateira e mãe de gatos, e a Claudia, também mãe de gatos) escreverem seus depoimentos sobre a convivência delas e dos filhos com os bichos. Pedi para elas, gateiras, especialmente porque, muito mais que os cachorros, os gatinhos são muito incompreendidos. E, acreditem, ainda mais que os cachorros, são os animais mais carinhosos e perspicazes das nossas emoções que os cães. Na verdade, bicho, qualquer um, faz muito bem para a gente pequena e para a gente grande, sempre.


Crianças criadas com animais são mais generosas

Por Jeniffer Sousa


Fiquei grávida cedo, aos 20 anos, sempre me disseram que gatos deixavam o feto em formação deficiente (o tal caso da toxoplasmose). Eu, claro, nunca liguei pra isso,  então como meu marido passava o dia e noite trabalhando e eu me sentia muito sozinha resolvi adotar um gato. Peguei um da rua, na época eu morava na casa da minha tia, ele se chama Eudine, só que ele se apegou muito a ele e vice versa, então ela o adotou. Fui atrás de outro, foi quando eu vi uma postagem de uma amiga sobre uma gatinha deficiente. Era ela, foi amor à primeira vista, ela era pequena e cabeçuda, então eu com cinco meses de gravidez a adotei. Foi batizada de Miumiu, um mês depois ela com 2 meses foi diagnosticada com epilepsia. Eu sempre soube que ela era especial, a amei mais ainda, ela era minha e para sempre seria. Já eu com 7 meses de gravidez resgatei pela primeira vez uma ninhada com a mãe, foi um sufoco (rs) fiquei cuidando deles até o desmame. Quando todos foram doados eu já estava com quase 9 meses de gravidez. Em pouco mais de um mês eu devo ter dado lt (lar transitório) para mais de 25 gatos em meu apartamento. Eu grávida, doei todos antes de Júlia nascer. Uns dias depois ela nasceu, na época eu tinha 3 gatos. Depois de Miumiu adotei mais dois,. Eu resolvi apresentá-la aos bichanos com uns 13 dias, peguei-a no colo e os chamei, eles a cheiraram e foram embora. Hoje em dia Júlia com pouco mais de 5 meses é um amor com os gatinhos. O Chico, que é meu gato macho, é apaixonado por ela, deita junto, cheira. Ela adora puxar os pelinhos e orelhinhas dele, ele nem liga, fica quietinho. Todos os meus gatos são castrados e vacinados. Não vejo e nunca vi problema em um bebê manter relações afetivas com um animal, pelo contrário:  acho super saudável. Crianças que crescem em contato com animais se tornam mais humanas, mais generosas, desabrocham o sentimento de compaixão com o próximo. Eu amo meus animais e minha filha.


Meus gatos de olhos azuis

Por Claudia Dias Abinader Vizotto


Eu tenho três gatos lindos e todos de olhos azuis! O primeiro eu vi nascer há 10 anos, meu Pampi, no quarto de hóspedes da minha casa. A segunda, minha Mina, adotei há 5 anos antes que os intolerantes do condomínio onde eu morava a jogassem em alguma rua escura do Distrito Industrial. O terceiro nasceu de mim há dois anos e dois meses, meu Enrico. Os irmãos mais velhos nunca se incomodaram, nunca rosnaram, nunca tentaram arranhar ou atacar o irmão humano mais novo. Meu Enrico é só amor quando se trata dos irmãos gatos, aquele amor de um garotinho de dois anos sem muita noção de força mas amor mesmo assim! E os dois agüentam estoicamente os arroubos de amor fraternal do irmão humano! São dois gatinhos sensacionais e um menininho mais do que maravilhoso que Deus me deu! Não tenho do que reclamar!