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Com morte de Ariano Suassuna, Academia Brasileira de Letras perde 3º acadêmico em um mês

Além de Suassuna, ABL perdeu no espaço de um mês os acadêmicos Ivan Junqueira, no dia 3, e a João Ubaldo Ribeiro, no dia 18. Presidente da Academia determinou luto oficial de três dias

Ariano Suassuna teve uma prolífica carreira na literatura e no teatro. Sua morte é considerada uma perda inestimável para a produção cultural brasileira

Ariano Suassuna faleceu nesta quarta (23) aos 87 anos (Reprodução)

O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Geraldo Holanda Cavalcanti, e o acadêmico Evanildo Bechara representarão a ABL no funeral do escritor nordestino Ariano Suassuna, previsto para ocorrer nesta quinta-feira (24), em Paulista, região metropolitana do Recife. O escritor, dramaturgo e poeta paraibano morreu nesta quarta (23), aos 87 anos.

A ABL determinou luto oficial de três dias. Em nota divulgada logo após tomar conhecimento da notícia, Holanda Cavalcanti lembrou o fato de que Suassuna é o “terceiro grande acadêmico” que a ABL perde no espaço de um mês – ele se referia a Ivan Junqueira, morto no dia 3 deste mês, e a João Ubaldo Ribeiro, que faleceu no dia 18.

“Estendemos à família de Ariano nossos profundos sentimentos de pesar. E, à multidão de seus amigos, leitores e admiradores no Brasil e no mundo, nossa solidariedade pela imensa perda. Ariano reunia em sua pessoa as extraordinárias qualidades de homem de letras e de intelectual no melhor sentido da palavra, alguém que, dispondo de uma cultura invulgar, era, ao mesmo tempo, um homem de ação. À sua maneira ocupava-se e preocupava-se com os problemas sociais, focado nos da sua região”, destacou Cavalcanti.

Geraldo Holanda Cavalcanti ressaltou também o engajamento de Suassuna com o Movimento Armorial, “através do qual buscava revigorar a identidade nordestina e suas peregrinações, levando, com humor, sua mensagem por todo o Brasil”. Ariano Suassuna faleceu por causa de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico no Real Hospital Português, onde estava internado desde segunda (21).

Ariano Suassuna era o sexto ocupante da Cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 3 de agosto de 1989, na sucessão de Genolino Amado. Em 2004, a ABL apoiou a produção do documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e exibido na Sala José de Alencar da instituição. Obra de grande projeção de Suassuna foi “O Auto da Compadecida”.

Alma nordestina

O Governo de Pernambuco decretou três dias de luto no estado pela morte de Suassuna. A presidenta Dilma Rousseff destacou que a literatura brasileira perdeu uma grande referência cultural, com a morte do escritor e dramaturgo. Em nota divulgada após a notícia da morte, a presidenta disse que "Suassuna foi capaz de traduzir a alma, a tradição e as contradições nordestinas”.