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Jorge Aragão retoma carreira após enfarte e finaliza música em parceria com Zeca Pagodinho

Sambista se prepara para curtir a ‘terceira etapa’ de sua vida, como ele chama a fase após o enfarte quase fatal sofrido em junho; primeira aparição pública aconteceu na última quinta (17), num especial para a TV

Cantor e compositor admite que deveria ter tomado mais cuidado com a própria saúde, devido ao histórico de problemas cardíacos na família; apesar disso, ele garante não beber e não fumar há décadas

Cantor e compositor admite que deveria ter tomado mais cuidado com a própria saúde, devido ao histórico de problemas cardíacos na família; apesar disso, ele garante não beber e não fumar há décadas (Reprodução)

Pronto para curtir sua “terceira etapa de vida”. Assim Jorge Aragão define o estágio em que se encontra após se recuperar de um enfarte. No dia 16 de junho, o sambista passou mal enquanto dormia. Na hora, foi levado para um hospital na Barra, onde ficou 13 dias internado. Na última quinta-feira (17), ele fez a primeira aparição pública, no hotel Radisson, também na Barra, durante a gravação do “Samba de primeira”, que será exibido neste sábado, às 23h, na CNT. Depois da participação no programa, falou de sua nova orientação de vida.

— Estou me sentindo muitíssimo bem. Deus está me dando a oportunidade de continuar minha missão. Entendi o recado Dele. A terceira etapa a que me refiro é a terceira idade, e eu ganhei a chance de ficar mais um bocadinho nela. Graças à rapidez com que fui atendido, estou aqui falando com você. O que tive foi um enfarte desses que costumam ser fulminantes — conta ele.

E Jorge narra o que sentiu na noite do tremendo susto:

— Estava dormindo e sonhei que discutia com alguém. Acordei com uma dor muito além de forte. Era um círculo difuso. Doía essa região toda (aponta para o peito).

 
Jorge Aragão com o apresentador Jorge Perlingeiro (Marcelo Martins)

O que mais preocupou a família e os amigos foi o fato de o artista ter um histórico de intervenções cirúrgicas no coração. Em 2002, ele colocou três pontes de safena. Há um ano, foram mais cinco stents (próteses em formato de tubo inseridas em artérias).

— Minha genética é complicada: meu avô morreu com problemas no coração, meu pai, de enfarte, minha mãe, de AVC. Por saber disso, eu deveria ter sido mais cuidadoso — declara o sambista, que foge ao estereótipo da boemia: — Não fumo há 20 anos. Não bebo nada. Nunca cheirei na minha vida. Nem fumei maconha.

Depois do ocorrido, a verve do compositor, outrora adormecida, despertou:

— O lado autoral está vindo de uma forma assustadora. Zeca Pagodinho tinha uma letra antiga e me ligou dizendo: “Jorge, é coisa de Deus. O nome é ‘Eu e meu coração’, você tem que me ajudar a terminar”. A canção fala de amor, e, depois que a gente finalizou, vimos que deu aquela liga!