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Michael Keaton abre Festival de Cinema de Veneza com "Birdman"

O filme do diretor mexicano Alejandro Iñárritu levou o peso das celebridades que Veneza, o festival de cinema mais antigo do mundo, precisa para não ser posto de escanteio

Michael Keaton

Michael Keaton (Reprodução/Internet)

Michael Keaton abriu o 71º Festival de Cinema de Veneza estrelando "Birdman", em que interpreta um ator decadente de filmes de superherói que tenta dar a volta por cima, um pouco como o próprio ex-"Batman".

O filme do diretor mexicano Alejandro Iñárritu levou o peso das celebridades que Veneza, o festival de cinema mais antigo do mundo, precisa para não ser posto de escanteio pelo evento de Cannes, mais glamuroso e realizado em maio, e o encontro de poderosos da indústria no Festival de Cinema de Toronto, que começa na semana que vem.

Conhecido por filmes mais alternativos como "Babel" e "21 Gramas", Iñárritu muda de marcha na nova produção, que também conta com Emma Stone como a filha de Keaton recém-saída de uma clínica de reabilitação em drogas, Naomi Watts como uma atriz desesperada para brilhar na Broadway e Edward Norton como inimigo do personagem de Keaton, Riggan Thomson.

Em seu quinto longa metragem, Iñárritu acrescenta toques de realismo mágico latino-americano, e ainda batidas de carro típicas de filmes de ação e um monstro gigantesco criado em computador, embora os efeitos especiais sejam essencialmente secundários.

A produção mais se parece com uma versão filmada de uma peça de teatro, já que na maior parte do tempo se passa em um palco e nos bastidores de um teatro da Broadway onde o personagem de Keaton espera reencontrar o sucesso com sua própria adaptação teatral de um conto do falecido escritor norte-americano Raymond Carver, “Do Que Falamos Quando Falamos De Amor”.

Iñárritu fez o filme em um estilo que simula uma tomada única, por isso parece que a câmera jamais para, embora a ação transcorra ao longo de vários dias.

A trama lida com a questão que assombra Riggan, que desistiu de ser o superherói Birdman, assim como Keaton parou de ser o Batman em 1992 depois de dois filmes: eu ainda existo?

Em uma resenha em seu site, a revista Variety classificou o filme como “um triunfo em todos os níveis criativos, do elenco à execução, que irá eletrizar a indústria, cativar plateias sofisticadas e fãs de cinema comercial, render muito assunto para os especialistas em premiações e renovar a carreira de Keaton”.