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Cauã Reymond e Murilo Benício contam novidades sobre nova parceria em “Amores Roubados”

Mais de um ano após o fim de ‘Avenida Brasil’, Cauã Reymond e Murilo Benício voltam à TV como rivais na nova série da Rede Globo que estreia nesta segunda-feira (6)

Para Cauã, Murilo Benício é um dos melhores atores em exercício na TV

Para Cauã, Murilo Benício é um dos melhores atores em exercício na TV (Daniela Cardoso/O Globo)

Murilo Benício, sisudo, termina de desenhar um avião num papel à sua frente quando chega Cauã Reymond, pedindo desculpas pelo atraso. Ao avistar Murilo, já sem a espessa barba do personagem da minissérie “Amores roubados”, exclama: “Aí, dez anos mais jovem!”

Murilo então se levanta, entusiasmado, e os dois se cumprimentam efusivamente. A prosa envereda para o lado artístico. Comentam as peças da Broadway, trocam impressões sobre os indicados ao Globo de Ouro e elogiam a performance de Cate Blanchett no último longa de Woody Allen, “Blue Jasmine”.

A dupla só para de falar durante as fotos. Mesmo assim, trocam olhares de cumplicidade o tempo inteiro. A empatia não é de hoje. “Amores roubados”, que estreia amanhã, após “Amor à vida, marca o terceiro encontro televisivo dos dois. Os atores já contracenaram em “A favorita” e, recentemente, viveram pai e filho em “Avenida Brasil”. A amizade, conta Cauã, vem atrelada à admiração mútua. Há pouco, ele declarou que considera Murilo o melhor ator em exercício na TV.

“Ele é talentoso, sensível e tem inteligência cênica, além da experiência, o que ajuda bem. Eu e Murilo temos formas semelhantes de trabalhar e aprendi muito contracenando com ele”, elogia Cauã.

Em “Amores roubados” não faltaram chances para que os laços se estreitassem mais. Com a maioria das cenas gravadas em Petrolina (PE) e Paulo Afonso (BA), o elenco passou um bom tempo imerso na atmosfera do sertão. Cauã, por exemplo, ficou 98 dias em função de Leandro.

A história sobre o poder da paixão, escrita por George Moura, é adaptada do romance “A emparedada da rua nova”, do pernambucano Carneiro Vilela (1846-1913). Nela, Leandro é um Don Juan, filho de uma ex-prostituta (Cassia Kis Magro), que retorna ao Sertão como um sommelier. Conquistador, se envolve sexualmente com duas mulheres casadas, Isabel (Patricia Pillar) e Celeste (Dira Paes), e vive uma paixão romantizada com Antonia (Isis Valverde), filha de Isabel e Jaime Favais, o dono da vinícola Vieira Braga vivido por Murilo.

“Leandro é filho de prostituta, criado por elas e, naturalmente, sabe o que as mulheres querem. Ele estuda cada uma antes de seduzir, é metódico”, descreve Cauã, contando que se inspirou em um amigo para compreender a arte da sedução. “Ele é frio, não se apaixona. Sabe jogar o jogo, o momento certo de ligar. E fez de Leandro uma faculdade para mim”.

Mas, na trama de dez episódios dirigida por José Luiz Villamarim, Cauã aparece não somente em picantes cenas de sexo, mas em sequências de ação, com direito a tiros e carros em alta velocidade. A maior parte do tempo, sem dublê.

“Estava há tanto tempo lá, que um dia estava de bobeira e pedi ao Zé para fazer a sequência da perseguição. Leva tiro, atira, bate. É outra energia, diferente das cenas de sexo, que são como um balé que a gente dançava. E todo mundo fala da Isis, mas as cenas com a Dira são muito mais quentes. Ela é a nossa Sonia Braga”, opina.

Pode não ter sido o romance mais picante em cena, mas o par formado com Isis foi o mais comentado fora dela. No meio das gravações, Cauã teve que lidar com notícias sobre um suposto caso extraconjugal com a atriz. Embora nunca tenha admitido, o ator confirmou ao GLOBO, recentemente, que está separado de Grazi Massafera.

“Eu nunca vou deixar esse tipo de coisa interferir no meu trabalho e me destruir, cara. É o que amo, pô. É o amor pela profissão, o que construí. Todas as escolhas que fiz. Não foi fácil e não veio de graça”, desabafa.

Na minissérie, o prazer de Leandro em seduzir o leva ao perigo. Ao desconfiar de que está sendo traído, Jaime ordena que o rapaz seja morto. Para dar ao personagem a altivez necessária, Murilo usou botas com salto e deixou crescer a barba. O sotaque, conta, foi uma das partes mais difíceis no processo:

“Ele habita um universo sombrio. É um cara que manda matar. É a lei. Na minha cabeça, esse cara tinha que ser, no mínimo, do tamanho dos outros. Toda a densidade permitida no horário a gente usou. Mergulhei numa loucura com verdade, porque tinha profundidade”.