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Bruno Senna abre o coração ao Manaus Hoje

"As pessoas ainda tem o Ayrton bem vivo na memória. E mesmo quem era muito novo quando ele morreu, sabe bem o que ele representou”, disse Bruno Senna

Bruno Senna foi proibido de correr pela família após tragédia com seu tio, Ayrton. No entanto, Bruno não conseguiu ficar longe das pistas

Bruno Senna foi proibido de correr pela família após tragédia com seu tio, Ayrton. No entanto, Bruno não conseguiu ficar longe das pistas (Reprodução)

Ayrton Senna não teve filhos, mas, deixou um “herdeiro” que segue seus passos “acelerando” nas pistas mundo afora: o sobrinho Bruno Senna. E para finalizar a série “20 anos sem Senna”, o MANAUS HOJE conseguiu uma conversa exclusiva com Bruno há cerca de três semanas. Ele estava na Inglaterra, gravando depoimentos para a tevê britânica sobre seu querido tio.

Ao MH, o piloto disse, entre outras coisas, que ainda se impressiona com o carinho que as pessoas têm por Senna, mesmo 20 anos depois de sua morte. Bruno Senna também revelou as lembranças mais marcantes que guarda de Ayrton. Eles tiveram dez anos de convivência intensa.

Até que ponto ser “o sobrinho de Ayrton Senna" influenciou sua carreira no automobilismo?

Ajudou muito no sentido de abrir portas junto a patrocinadores, equipes, mas por outro lado o preço veio em forma de cobrança. Eu sempre tive de fazer mais do que os outros para mostrar o meu valor. Ayrton foi um, eu sou outro. Ninguém pode ser além do que é.

O que te fez seguir em frente na carreira, mesmo sabendo das comparações que fariam ente você e o seu tio?

Porque sempre sonhei ser piloto. Mesmo quando não havia clima em casa para se falar em corridas, sempre me interessei pelo automobilismo. Quando a oportunidade apareceu, agarrei com as duas mãos.

Qual é a lembrança mais forte que você guarda de seu tio?

Os grandes prêmios do Brasil de 1991, na primeira vitória dele em Interlagos, e de 1993, quando ele teve um problema sério com as marchas e ganhou a corrida no sacrifício. Fora das pistas, lembro das férias de verão em Angra dos Reis, onde a gente se divertia bastante. Guardarei isso para sempre.

Você e sua família imaginavam que o Ayrton ainda continuaria sendo tão reverenciado e receberia tantas homenagens 20 anos depois da morte dele?

Não. É impressionante como as pessoas ainda têm o Ayrton bem vivo na memória. E o incrível é que até mesmo a atual geração, que era muito nova quando ele morreu, também sabe muito bem o que ele representou, não apenas como piloto mas também os valores que transmitiu e que acabaram dando origem ao Instituto Ayrton Senna.

E qual foi a homenagem mais marcante que você presenciou sobre seu tio?

Ah, acho que a cerimônia que antecedeu ao enterro, com todas aquelas pessoas passando pelo velório e as outras milhares que saíram às ruas para se despedir dele em São Paulo.

Você ainda pensa em retornar à F1?

Isso dependeria muito da proposta (Bruno correu entre 2010 e 2012 na categoria). Correr por correr, numa equipe sem chances de andar bem, não valeria a pena. Mas me sinto bem com as corridas de longa duração, com as duas experiências na Stock Car e muito brevemente devo anunciar a categoria em que correrei integralmente neste ano.