Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

‘Tenho história, mereço respeito’

Exclusivo: Lutador fala sobre desabafo depois da luta contra Alistair Overeem Antonio ‘Pezão’ Silva

Alistair "The Reem" Overeem sentiu o peso da mão de Pezão

Alistair "The Reem" Overeem sentiu o peso da mão de Pezão (divulgação)

Antônio Pezão Silva, 33, é o típico paraibano que não leva desaforo para casa. De forma alguma. Sábado passado, no UFC 157, Bigfoot (pé grande em inglês) protagonizou a luta mais empolgante da noite no Mandalay Bay Event Center, em Las Vegas, Nevada (EUA), no UFC 156, quando venceu por nocaute o brutamontes holandês Alistar Overeem, 32. Em peleja prevista para três rounds, Pezão levava desvantagem até que se iniciou o terceiro round e eis que ele tirou da cartola uma combinação catastrófica de golpes que explodiram sobre a face de Overeem. Atordoado, o gigante holandês desabava sobre o chão do octógono em posição fetal, diante de um público atônito, uma vez que todas as apostas eram favoráveis a ele. Após nocautear o oponente, Pezão ainda queria mais e partiu para cima de Overeem, tendo que ser contido pelo árbitro Herb Dean. Pezão estava furioso com as declarações de menosprezo do oponente nos eventos pré-luta organizados pelo Ultimate. “Eu gritei para ele levantar e lutar como homem comigo. Eu estava adrenalizado. Ele disse que eu não era de nada e que eu seria mais um derrotado nas estatísticas dele. Provei o contrário. Não comecei ontem no MMA”.

A vitória levou o paraibano de volta ao hall dos tops dos pesos-pesados (93 até 120 quilos) e impressionou até o chefão do UFC, Dana White, que admitiu uma chance futura de disputa pelo cinturão da categoria, hoje sob posse de Cain Velásquez, para quem Pezão já perdeu. “Eu não me oporia a isso (revanche entre Cain x Pezão. Mas não posso casar nenhuma luta hoje. Vamos resolver isso no futuro”, desconversou o careca.

Após a labuta na grade de oito lados do UFC, Pezão tirou a semana para adiantar negócios pessoais e curtir a família. Da cidade onde mora com a esposa Maria do Rosário e as filhas Anne, 13, e Aysha, 4, denominada Deerfield Beach, no Estado da Flórida, Pezão deu uma pausa para falar com exclusividade ao CRAQUE sobre a “sessão de espancamento” em Overrem, o futuro no UFC, vida em família, a superação da doença chamada acromegalia, que causa o alargamento das características faciais e do corpo por causa de um tumor em sua glândula pituitária (hipófise). O lutador que calça sapatos de número 48 falou também do maior sonho de consumo, uma Ferrari. “É um sonho de criança que vai continuar no sonho. Eu sou muito grande para uma Ferrari”. A seguir trechos da entrevista:

Você estava em desvantagem nítida na luta e tirou da cartola uma sequência mortífera de golpes que derrubaram o Overeem. Isso fazia parte do seu plano de combate?

Eu estava com uma estratégia bem montada para o Overeem. Eu sabia que ele iria se abalar, inclusive mentalmente, uma hora ou outra no decorrer dos três assaltos. Bastava eu encaixar um bom golpe ou colocá-lo de costas no chão. A única coisa que deu errado foi que ele me botou pra baixo em vez de eu tê-lo colocado pra baixo e trabalhar por cima. Mas como eu fiquei em desvantagem nos dois primeiros rounds, no terceiro era tudo ou nada, então dei tudo de mim no terceiro e consegui encaixar uma sequência boa de socos. Graças a Deus, deu certo e consegui uma bela vitória que me deixou feliz. Mostrei que estou entre os tops da categoria. Entendo que mereço uma chance de brigar pelo cinturão da categoria.

O que você falou para o Overeem após tê-lo nocauteado, porque você foi pra cima dele furioso e teve que ser contido pelo árbitro Herb Dean...

 

**A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa